No Rio, inadimplência vai a 56,9%, e índice de confiança cai | Diário do Porto


Economia

No Rio, inadimplência vai a 56,9%, e índice de confiança cai

Instituto da Fecomércio RJ detecta tendência de queda na confiança do consumidor do Rio de Janeiro na economia do Estado e do País. Confira os números

26 de fevereiro de 2021

No Largo da Carioca: fluminense anda pessimista, aponta Fecomércio RJ (Foto Alexandre Macieira/Riotur)

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Nada menos do que 70% dos fluminenses estão com medo de ser demitidos nos próximos três meses. Este é um dos indicativos, aferidos pela nova pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), de que a apreensão da população está crescendo diante da crise econômica, agravada pela pandemia.

Foram consultados pelo IFec RJ 420 consumidores do estado do Rio de Janeiro, entre 17 e 21 de fevereiro, com o objetivo de captar as expectativas com relação à retomada da economia no Rio de Janeiro e no Brasil, a percepção sobre o desemprego e renda familiar e outros indicadores.

De janeiro para fevereiro, segundo a pesquisa, o percentual de consumidores inadimplentes subiu dez pontos percentuais, de 47% para 56,9%. O total de consumidores com as contas em dia caiu de 53% para 43,1%. Entre os que se declararam inadimplentes, o cartão de crédito lidera o ranking (59,2%), seguido pelas contas de luz, água, telefone, gás e internet (48,1%) e crédito pessoal (32,6%).

 

Emprego sob ameaça

 

Questionados sobre o emprego nos próximos três meses, 70% dos fluminenses disseram estar com medo ou muito medo de serem demitidos. Em janeiro, o índice correspondia a 60,6%, ou seja, outro crescimento de 10 pontos percentuais.

Em relação às expectativas sobre a retomada da economia brasileira nos próximos três meses, 18,8% estão muito pessimistas, 24,5% não estão confiantes, e 21% acreditam que não haverá alteração. Os fluminenses que se mostraram confiantes somam 29,3% e os muito confiantes 6,4%.

 


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Sobre a economia do estado, 22,6% estão muito pessimistas, 25% não estão confiantes e para 22,9% a situação econômica do estado não deve ser alterada nos próximos meses. Apenas 26,7% se mostraram confiantes e 2,9% muito esperançosos.

 

Renda familiar em queda

 

A renda familiar tampouco é vista com otimismo pela maioria dos consumidores. Uma redução drástica dos ganhos do núcleo familiar é esperada para os próximos 3 meses por 18,3%, e outros 26,7% contam com uma diminuição. Na outra ponta, a dos otimistas, 15% acham que a renda familiar vai aumentar, e apenas 3,3% estão na espera de uma melhoria significativa. Para 36,7%, nada mudará nos próximos três meses.

A Fecomércio RJ trabalha com a expectativa de que a situação melhore, em função da aprovação pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) do programa Supera Rio, que cria um auxílio emergencial mensal de até R$ 300, com validade até o fim do ano. A lei ainda precisa ser sancionada pelo governador em exercício, Cláudio Castro.

 


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