No país das pranchas e rodinhas, o futebol ainda respira | Diário do Porto


Esporte

No país das pranchas e rodinhas, o futebol ainda respira

Na “nova” pátria das pranchas e rodinhas o “bom” e velho futebol ainda respira. Seleção Masculina vence Egito segue na briga pelo bi olímpico

31 de julho de 2021

Com gol sofrido Brasil vence Egito e segue na luta pelo bi olímpico (Lucas Figueiredo/CBF)

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Nas esquinas de Tóquio

Vicente Dattoli

Chegou ao fim a primeira semana (oficial) de Olimpíada. Dias que certamente marcarão a história de alguns esportes e deixarão marcas definitivas em outros. Para o Brasil, que a cada quatro anos (neste caso, foram cinco; depois serão apenas três) vê surgirem especialistas em cada esquina, foram dias para conhecer e discutir sobre o Skate, o  Surfe e, claro, a Ginástica – se bem que esta, há alguns anos, já faz parte do cardápio de nossos analistas.

O skate, que pela primeira vez é realizado nos Jogos Olímpicos, trouxe logo duas medalhas de prata para casa.Kelvin Hoefler, entre os homens; Rayssa Leal, de apenas 13 anos, entre as mulheres, perderam, vejam só, o ouro para dois donos da casa (Horigome no masculino e Momiji no feminino).

Com sinceridade, nas duas situações dá para questionar a avaliação dos julgadores. Olha eu aqui dando uma de entendido extemporâneo. No também estreante surfe, então, as reclamações ganham contornos de pátria ferida com a eliminação de Gabriel Medina nas semifinais – justamente para um japonês.

Menos mal que na decisão Ítalo Ferreira derrubou Kanoa Igarashi e trouxe o ouro para as praias brasileiras. Ficou, porém, o gostinho de perdermos a chance de uma final totalmente verde e amarela.

E neste sábado, o desacreditado Futebol, o olimpicamente ignorado esporte de 11 contra 11 garantiu, sem maiores brilhos, mas com eficiência, sua presença na semifinal.


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Falo, claro, da seleção masculina, porque, infelizmente, na sexta-feira as meninas foram eliminadas pelo Canadá – num típico caso dos analistas quadrienais, que consideravam fácil a classificação.

Bi olímpico à vista

O Egito deveria ser (vejam bem deveria…) um adversário de poucos temores. Realmente ameaçou pouco. Mas o Brasil sofreu para vencer por um magro 1 a 0 e assegurar a presença na semifinal, terça-feira.

As reações dos jovens jogadores egípcios deveriam servir para os falsos analistas. Não basta dizer que “não tem mais bobo no futebol”. É necessário olhar o retrospecto das diversas seleções e refletir.

Ainda bem que o futebol ainda pulsa num país que viu, na madrugada, uma virada histórica das meninas do Tênis (primeira medalha do país na competição), sofreu com as derrotas da equipe mista do Judô (que manteve a tradição e medalhou duas vezes) e ainda comentava a prata de Rebeca Andrade na ginástica.

Entramos na última semana olímpica com algumas boas perspectivas. Vamos ver o que dirão os analistas.


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