Nissan exporta o Novo Kicks para a Argentina | Diário do Porto


Exportação

Nissan exporta o Novo Kicks para a Argentina

Cerca de mil carros feitos pela Nissan no Complexo Industrial de Resende estão saindo do Porto do Rio para Buenos Aires. Modelo exigiu novos investimentos

14 de abril de 2021

Nissan exporta o Novo Kicks pelo Porto do Rio (foto: Nissan / Divulgação)

Compartilhe essa notícia:


Estão saindo do Porto do Rio, para a Argentina, cerca de mil carros produzidos pela Nissan no Complexo Industrial de Resende, no Sudoeste do Estado do Rio de Janeiro. O modelo é o Novo KicKs, que foi lançado no Brasil em fevereiro.

A viagem em navios, a partir do Porto do Rio, é de aproximadamente 2.200 km até Porto Delta Dock, que fica próximo da cidade de Buenos Aires. Segundo a Nissan, a exportação do crossover demonstra a consolidação do Complexo Industrial de Resende e a expansão de seus produtos na América Latina.

A fábrica da Nissan, que este mês completa 7 anos, é uma das mais modernas do setor automotivo do Brasil. Com 2 mil colaboradores, a unidade industrial recebeu novos equipamentos e evoluiu processos produtivos.

A linha de produção da Nissan ganhou um novo molde de estamparia e foi instalado um novo posto na montagem chamado ITS (Intelligent Transport System Station) que serve par ajustar a câmara do Alerta Inteligente de Mudanças de Faixa (LDW) do veículo, inédito no segmento.

Nissan tem 92 robôs em Resende

Os novos dispositivos seguem o conceito de segurança e qualidade adotado na fábrica da Nissan desde sua inauguração em abril de 2014. Para fazer os trabalhos que exigem mais precisão ou poderiam acarretar risco na segurança ou na ergonomia dos funcionários, por exemplo, a linha de produção conta com um total de 92 robôs.

Na maioria das áreas, o transporte dos automóveis durante o processo produtivo é realizado por 159 AGVs (Automatic Guided Vehicles), pequenos robôs autoguiados que conduzem carrinhos de peças e plataformas. Eles eliminam a necessidade de transportadores ou plataformas acionadas por correntes, deixando a operação mais segura e silenciosa.

A empresa tem área de estamparia e de injeção de plásticos dentro de sua unidade, algo incomum nas novas fábricas instaladas no Brasil em função da complexidade e dos altos valores de investimentos que exigem.


LEIA TAMBÉM:

Porto do Açu planeja primeira usina de hidrogênio verde do país

Alerj quer ampliar participação do Rio na BR do Mar

Comércio precisa de apoio para sobreviver a isolamento