"Negro Muro": projeto exalta personalidades negras no Rio | Diário do Porto


Arte

“Negro Muro”: projeto exalta personalidades negras no Rio

Criado em 2018, “Negro Muro” já tem 35 grandes murais espalhados pelo Rio homenageando negros e negras importantes na história

26 de junho de 2022

Pedro Rajão e Cazé, criadores do projeto "Negro Muro", em frente à homenagem feita para Cartola (Foto: Negro Muro / Divulgação)

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O projeto “Negro Muro” já alcançou 35 espaços no Rio, com grandes murais que mostram personalidades negras importantes na história da cidade e do país. As obras são assinadas pelo trio Cazé, artista plástico; Rajão, produtor e pesquisador; e o historiador Rhuan Gonçalves, cariocas apaixonados pela história de expoentes pretos e pretas presentes na cultura.

Um desses murais, pintado recentemente em homenagem ao goleiro Barbosa, em São Januário, no clube do Vasco da Gama, chamou a atenção do humorista Fábio Porchat, que resolveu se tornar um apoiador do projeto. “O Rio de Janeiro não é só a Cidade Maravilhosa pelas suas belezas naturais. Também tem esse título por quem aqui viveu, quem aqui vive e fez com que esse lugar florescesse e efervescesse. Quanto mais “Negro Muro”, mais nos conectamos com a nossa essência”, afirma Porchat.

O humorista firmou uma parceria de apoio às pinturas de outros nomes pretos e pretas por locais da cidade, com o intuito de viabilizar o acesso de grandes empresas e outros possíveis apoiadores ao projeto “Negro Muro”. Porchat é o patrocinador dos murais criados para Luiz Gonzaga, Madame Satã, Elizeth Cardoso, Lima Barreto e Leila Gonzalez.

Muro em homenagem ao goleiro Barbosa
Feito pelo projeto “Negro Muro”, mural de Barbosa em São Januário uniu o grupo à Porchat

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“Negro Muro” é um projeto antirracista

Para um dos criadores do projeto, Pedro Rajão, o grande objetivo do “Negro Muro” é ser uma manifestação antirracista. “Quando conseguimos homenagear os nossos antepassados, isso concretiza o objetivo da memória. Mas torna-se também importante quando mostramos nessas artes pessoas ainda vivas”, ressalta Rajão.

O artista acredita que a inciativa valoriza a negritude. “A arte pode fazer com que a gente se espelhe e se inspire para o nosso dia a dia”, conclui o produtor e pesquisador.


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