Novo navio da Marinha será usado em missões de guerra e paz | Diário do Porto


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Novo navio da Marinha será usado em missões de guerra e paz

Usado por 20 anos pela Marinha Britânica, Porta-Helicópteros Multipropósito Atlântico agora é o maior da Marinha Brasileira. Chegada da embarcação foi festejada por quase mil pessoas, na maioria familiares dos 303 militares a bordo da embarcação há mais de cinco meses

27 de agosto de 2018



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Porta-helicópteros recebido com festa no Porto do Rio pode realizar o controle das águas marítimas, com projeção sobre terra e ar (Foto: Marinha do Brasil)

Rebeca, de 8 anos, aguardava com ansiedade o pai voltar da viagem de trabalho no cais do Arsenal de Marinha, na Praça Mauá. Filha do Capitã-Tenente Malafaia, ela era uma das cerca de mil pessoas que foram ao Primeiro Distrito Naval, neste sábado (25), para acompanhar a chegada do Porta-Helicópteros Multipropósito Atlântico.

A maioria do público era formada por familiares dos 303 militares a bordo da embarcação há mais de cinco meses,  aprendendo a operar o porta-helicópteros, que partiu da Inglaterra no início do mês.  “A chegada desse navio representa uma garantia de tranquilidade para uma parte do mundo, particularmente para o Atlântico”, disse o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna.

Uso para missões de paz

“Ataque contínuo e agressivo” é o lema do navio, com quase 204 metros de comprimento e 22 mil toneladas, que foi adquirido pela Marinha brasileira junto à britânica e será o principal da esquadra brasileira. O novo navio da Capitania da Esquadra pode realizar o controle das águas marítimas e possui o poder de projeção de poder sobre terra e ar.

De seu convoo, com 203 metros de comprimento, o PHM Atlântico é capaz de operar com até sete aeronaves de asa rotativa simultaneamente e transportar até 12 em seu hangar, com capacidade de transporte de 500 a 800 fuzileiros navais. O porta-helicópteros pode realizar missões estratégicas de apoio logístico, de caráter humanitário e atuar em missões de paz.

“Por dispor de considerável capacidade de suporte hospitalar, visando a apoiar uma Força Naval em operações de guerra naval, é apropriado, também, para missões de caráter humanitário, auxílio a vítimas de desastres naturais, de evacuação de pessoal e operações de manutenção de paz, além de poder ser empregado em missões estratégicas logísticas, transportando militares, munições e equipamentos”, explica a Marinha, em seu site.

Chegada com desfile naval e salva de tiros

Na chegada foi realizado um desfile naval pela orla da cidade, com direito a salva de tiros. Antes de atracar no Porto do Rio, o PHM Atlântico recebeu a visita de autoridades, além de almirantes da ativa e da reserva, que chegaram à embarcação em helicópteros pela manhã. Veja nesta reportagem da Marinha Brasileira como foi a chegada no Rio:

 

De acordo com a Marinha, o PHM Atlântico iniciou sua viagem com destino ao seu porto sede no dia 1º agosto, com escala em Lisboa, Portugal, depois de incorporado à Marinha do Brasil, no dia 29 de junho, em Plymouth, Reino Unido.

“Durante esse período de recebimento nós tivemos a oportunidade de conviver com os militares da Real Navy (marinha britânica), os antigos tripulantes do navio, e em todo esse período eles nos colocaram a par de tudo o que fizeram ao longo desses 20 anos de operação do navio”, explicou o capitão de Mar e Guerra Giovani Correa, comandante do Atlântico.

“Foi muito gratificante fazer o recebimento deste navio na Inglaterra. Foi uma missão cumprida brilhantemente por todos os tripulantes. E estar regressando agora para o Porto do Rio de Janeiro e rever nossos familiares é aquele momento que a gente esperava em quase seis meses de comissão”, afirmou o suboficial Romeu, mestre do PHM.

Fonte: Estadão Conteúdo e Marinha do Brasil com Redação


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