Museu do Amanhã faz 5 anos e IDG renova contrato | Diário do Porto

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Museu do Amanhã faz 5 anos e IDG renova contrato

Após vencer licitação para seguir no comando do museu mais visitado do Brasil, o IDG faz balanço do ano da pandemia e anuncia exposições para 2021

18 de dezembro de 2020


Ricardo Piquet é presidente do IDG, que gere o Museu do Amanhã (Foto: Divulgação)


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Quando o esqueleto metálico de 15 mil metros quadrados, inspirado nas bromélias do Jardim Botânico, começou a subir no píer da Praça Mauá, já se podia ter uma ideia da atração que ele exerceria sobre os visitantes. E não decepcionou. Em dois anos, o Museu do Amanhã já havia recebido mais de 2 milhões de visitantes, firmando-se entre as cinco maiores atrações do Rio, junto com Corcovado, Pão de Açúcar, praias e Carnaval. Nesta sexta-feira 18, sob o comando do IDG (Instituto de Desenvolvimento e Gestão), o ícone do Porto Maravilha e da primeira cidade olímpica da América do Sul completa cinco anos com muita história para contar e novas ousadias para desenvolver.

O sucesso tem muito a ver com o comando do IDG, que acaba de ter seu contrato de gestão renovado, após vencer a licitação da Prefeitura, em novembro. Com modelo de governança e sustentabilidade financeira, o instituto já renovou o apoio de três patrocinadores e atraiu outros três para 2021.

O comprometimento de Piquet

Após um 2020 marcado pela destruição de projetos culturais pela pandemia, o diretor-presidente do IDG, Ricardo Piquet, chega à porta de 2021 com esforço reconhecido e responsabilidade dobrada. “Foi um ano difícil, com muitas perdas para a sociedade. Mas de muito comprometimento também”, ressalta Piquet.

O Museu do Amanhã recebeu 49 mil visitantes desde setembro, quando reabriu com protocolos rígidos de prevenção. Neste mês de dezembro, uma das novidades das exposições de longa duração é o vídeo “Humano”, que trata de inteligência artificial, vida artificial, híbridos, novos materiais, exploração espacial, vida alienígena e educação. Com novos dados de pesquisas, o vídeo ficou mais leve e colorido, em busca de um certo otimismo para construir o futuro.

Leonardo Menezes, gerente de Conteúdo e Curador de Exposições do museu, explica que um dos objetivos é refletir sobre questões éticas, como até onde devemos deixar o desenvolvimento da inteligência artificial avançar sem regulação e limites. “A pandemia também aparece quando mostramos como a inteligência artificial foi utilizada para a logística de circulação de materiais pelo mundo. Mostramos como foi usada também na China para o reconhecimento facial e controle da movimentação de pessoas e até que ponto podemos abrir mão de direitos individuais para conter um problema mundial de saúde pública”, afirma Menezes.

Programação 2021

Homem em exposição do Museu do Amanhã, do IDG
Futuro, sustentabilidade e tecnologia são o forte do Amanhã (Foto Guilherme Leporace)

 

Tendo como eixos temáticos a emergência climática, biodiversidade e bem estar, o Museu do Amanhã vai inaugurar a exposição temporária Coronaceno – Reflexões em tempos de pandemia e duas mostras sobre a Amazônia. “No próximo ano, teremos as conferências da ONU sobre biodiversidade, no primeiro semestre, e mudanças climáticas, no segundo. Também a cidade vai receber o Congresso Mundial de Arquitetura, que aconteceria em 2020 e foi adiado por conta da pandemia”, explica Menezes.

Balanço de 2020

Em março, quando foi fechado ao público por causa da pandemia, o Museu do Amanhã manteve atividades e programas no ambiente online e nas redes sociais, como o Clube de Leitura, o Evidências das Culturas Negras e a yoga.

Foi criado também o Amanhãs aqui e agora, debates semanais no Youtube com cientistas, filósofos, psicanalistas, historiadores e educadores, entre outros, o Diálogos para a Sustentabilidade e, em parceria com o Programa da Onu para o Meio Ambiente (PNUMA), o Caminhos para Sociedades Sustentáveis. Houve encontros mensais para o diálogo sobre clima, oceanos, saneamento básico, entre outros assuntos prioritários da agenda 2030 da ONU, os chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

 


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O Entre Museus, programa que levava estudantes da região portuária a 21 museus do Rio, se transformou no Entre Museus Hoje, que são pílulas de conteúdo feitas pelas equipes dos museus parceiros.

A exposição Pratodomundo – Comida para 10 bilhões, que recebeu mais de 250 mil pessoas no Museu em 2019, estreou seu tour virtual em abril. Inovanças – Criações à brasileira também ficou disponível online e contou com uma visita mediada com o público através de um encontro virtual no zoom. Outras mostras temporárias estavam disponíveis ao público da quarentena no Google Arts and Culture.

Pesquisas e publicações

O Museu do Amanhã também lançou três publicações no período: a pesquisa Pandemia e Visão de Futuro, com a percepção de mais de mil pessoas sobre temas como desigualdade, informação e desejos de mudanças para o futuro. O livro digital Meninas na escola, mulheres na ciência, em parceria com o British Council, traz sugestões de abordagem da temática por profissionais da educação nas escolas. A pesquisa O Amanhã do Rio perguntou aos cariocas sobre prioridades e propostas para alcançar o amanhã que desejam para a cidade e seus bairros.

Nesse período, o museu teve um aumento de 207% no número de seguidores de seu canal no youtube e produziu mais de 80 horas de programação. Com um protocolo rígido de segurança sanitária para o público e os colaboradores, o Museu do Amanhã recebeu mais de 40 mil visitantes desde a reabertura.