Cultura e Lazer

Museu do Amanhã, 3 anos: as façanhas do gigante

Programação de aniversário inclui exposição de estandartes confeccionados por alunos de escolas da região portuária e diversas apresentações culturais

15 de dezembro de 2018

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estrela no espelho d´água do museu do amanhã no Porto Maravilha
Vista do espelho d´água do Museu do Amanhã, no Porto Maravilha (Foto: Aziz Filho)

Nada simboliza mais do que o Museu do Amanhã o potencial de sedução do Porto Maravilha e o carinho dos cariocas pela região mais moderna da cidade. O colosso faz seu aniversário de 3 anos dando ao público um presente – entrada grátis neste domingo e tendo muito o que agradecer a 2018.

Este ano, o Museu do Amanhã foi premiado com o Leading Culture Destinations Awards 2018 – LCD Awards, na categoria “Melhor Organização Cultural do Ano para promoção de Soft Power”. Um reconhecimento mundial merecido a um número impressionante em um país que está longe de ser viciado em museus: 3,2 milhões de visitantes até agora.

O fim de semana festivo ainda coincide com a celebração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. “Para nós, que temos como eixos éticos a sustentabilidade e a convivência, essa data é especialmente representativa. Os 30 artigos que compõem o DUDH definem os direitos básicos do ser humano para a promoção de uma vida digna para todos os habitantes do mundo, independentemente de nacionalidade, cor, sexo e orientação sexual, política e religiosa”, ressalta Henrique Oliveira, diretor executivo do Museu do Amanhã.

A programação intensa do fim de semana inclui exposição de estandartes confeccionados por alunos de escolas da região portuária, com releituras dos 30 artigos da DUDH, além de diversas apresentações culturais.

Para a secretária municipal de Cultura, Nilcemar Nogueira, a principal explicação para este sucesso estrondoso foi ter apresentado à sociedade um novo conceito de museu. “É um lugar de convivência, inclusão cultural e social. A programação de aniversário de três anos não foge à regra ao convidar o público a um momento de celebração e de reflexão”, diz a secretária.

Balanço de 2018 e perspectivas para 2019

Só em 2018, mais de 720 mil pessoas estiveram no Museu do Amanhã, sendo 28 mil estudantes em visitas educativas mediadas. Metade dos visitantes não são frequentadoras habituais de instituições culturais, 11% nunca tinham ido a um museu antes, e 79% afirmaram que pretendem mudar hábitos relacionados às questões ambientais após a visita.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Exposição Principal foi atualizada mais de 140 vezes este ano. Desde a abertura, foram 450 atualizações. Uma das novidades foi a nova tecnologia no Portal Cósmico, com uma projeção ainda mais real. Usa projetores de vídeo com laser fósforo. A qualidade de imagem é dez vezes superior. Até então eram utilizados projetores com lâmpadas.

 

Foram 60 atividades baseadas nas três diretrizes maiores: Águas e Oceanos, Alimentação e Brasil. A partir de seus pilares éticos – sustentabilidade e convivência –, os temas definidos para 2019 são: Alimentação, Exploração Espacial, 50 Anos da Internet, Felicidade e Convivência. Além disso, “Alimentação” permanecerá como foco e ganhará uma grande exposição.

IDG: gestão eficiente

Foi um ano de desafios grandes. Em meio à crise da cidade, o IDG (Instituto de Desenvolvimento e Gestão), organização à frente da administração do Museu, consolidou um modelo de segurança financeira e governança pioneiro na gestão cultural público-privada. Como ressalta Ricardo Piquet, diretor presidente, 88% dos recursos do orçamento são, hoje, de fonte privada.

“Uma das fórmulas do modelo do IDG é engajar parceiros privados, de modo a captar recursos e firmar parcerias para financiar exposições e eventos de qualidade e, ao mesmo tempo, desonerar o poder público”, explica Piquet.
A participação de recursos privados tem crescido ano a ano.

Programação Completa de Aniversário

15 de dezembro

10h30 | Clube de Leitura | Observatório

Edição especial com abordagem sobre “Sobrevivendo no Inferno”, dos Racionais MC’s. Há 21 anos, o principal grupo de rap do Brasil lançava o disco brasileiro mais importante do gênero. Mais de duas décadas depois, a obra acaba de ser publicada pela Companhia das Letras.

14h | Coral Uma Só Voz | Átrio

Encerramento das atividades do ano com apresentação especial do Coral Uma

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Só Voz. O grupo que ensaia semanalmente no Museu é formado por 35 pessoas em situação de rua. Com financiamento do Programa de Amigos do Amanhã – NOZ, o projeto busca resgatar a dignidade e a autoestima dos participantes através de aulas de teatro e canto.

15h | Batalha de Slam | Átrio

O Slam é uma forma de competição de poesia vibrante e que faz parte da programação da Festa Literária das Periferias desde 2014. O gênero tem-se multiplicado pelas periferias do Rio e trazido à tona uma juventude empoderada, poética, política e que tem muito a dizer sobre o nosso tempo. Poemas serão executados por duplas, e público escolherá o campeão.

16 de dezembro

11h | Os Tapetes Contadores de Histórias – Temos voz, sim! | Terreiro

As crianças poderão se encantar com histórias de bichos e pessoas que resgatam e valorizam a sua liberdade, o convívio em paz e em comunidade. São belos e coloridos tapetes criados no Brasil e na França, cheios de detalhes, bolsos e surpresas, e que servem de cenário a fábulas e contos. Para crianças a partir de 4 anos.

15h | Galpão Aplauso | Átrio

Intervenção artística convida o público a refletir, de forma lúdica e teatral, sobre alguns artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, contextualizando-os para os dias atuais.

17h | Cortejo com Estandartes | Átrio

Com intuito de aprimorar o conhecimento das crianças da região portuária, os alunos das escolas Padre Francisco da Motta, Vicente Licínio, Benjamin Constant e Fundação Darcy Vargas foram convidados para confeccionar estandartes sobre os 30 artigos da DUDH. Para finalizar, será realizado um cortejo, em que estudantes e público poderão interagir. Os estandartes ficarão expostos no Átrio do Museu durante uma semana.

Museu do Amanhã em números – 2018

● Mais de 720 mil visitantes em 2018. Desde a inauguração a instituição já recebeu mais de 3,2 milhões de pessoas.

● 79% dos visitantes afirmaram que pretendem mudar hábitos relacionados às questões ambientais.

● 49% do público é formado por visitantes que não são frequentadores de museus, dentre estes, 11% nunca tinham ido a um museu antes.

● Foram realizadas mais de 120 atualizações na Exposição Principal. Desde a abertura do Museu, já foram mais de 490.

● Foram realizados 59 seminários, debates, palestras e rodas de conversa, pensados para os mais variados perfis de público.

● Foram realizados 45 eventos comerciais no Museu do Amanhã.

● LAA organizou 9 eventos, entre exposições, exibições de projetos e protótipos, e experimentações coletivas.

● Mais de 60 cientistas e estudantes se interessaram em pesquisar o Museu do Amanhã.

● Inspira Ciência (programa de capacitação para professores da Educação Básica) selecionou 50 profissionais e tem potencial de impacto para atingir 9.000 alunos.

● Mais de 4.000 pessoas cadastradas no Vizinhos do Amanhã.

● Mais de 1.000 alunos da região portuária participaram do Entre Museus, que reuniu 21 museus e instituições culturais.

● Coral Uma Só Voz promoveu mais de 40 encontros e reuniu mais de 1.200 participantes.

● Mais de 28.000 estudantes participaram de visitas mediadas educativas.

● Programa de Amigos do Museu do Amanhã ultrapassou a marca de mais de 500 participantes.

● Em 2018, o Museu do Amanhã foi vencedor do Leading Culture Destinations Awards 2018, na categoria Melhor Organização Cultural do Ano para promoção de Soft Power.

● O Museu também concorreu ao Prêmio Jabuti, maior premiação da Literatura Brasileira. O “Manual de Inovanças”, catálogo da Exposição Inovanças – Criações Brasileiras foi um dos finalistas do Prêmio na categoria Economia Criativa.

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