Mulheres icônicas ganham mural no Porto | Diário do Porto


Arte

Mulheres icônicas ganham mural no Porto

Na Semana Nacional de luta contra a violência às Mulheres, mural homenageia alemãs e brasileiras que se destacaram nas artes, política e combate ao nazismo

15 de outubro de 2021

Mural que homenageia alemãs e brasileiras será inaugurado hoje no Porto (Gabriel Vizu)

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Na Semana Nacional Contra a Violência à Mulher, Dirk Augustin, Cônsul-Geral da Alemanha no Rio de Janeiro, inaugura nesta sexta-feira um mural que homenageia grandes personalidades femininas do Brasil e do país europeu. Com assinatura da artista niteroiense Dolores Esos, o painel, instalado em frente à Rio Star, no Boulevard Olímpico, tem grafittis com os rostos de mulheres que fizeram história nos dois países.

Artista niteroiense Dolores Esos assina as obras que eternizam ícones femininos no Boulevard Olímpico (foto: Gabriel Vizu)

O evento terá apresentações de skate, dança e performance do Slam da Minas, coletivo artístico que organiza batalhas de rap e rimas e dá visibilidade a mulheres [héteras, lésbicas, bis, ou trans] e pessoas queer, agender, não bináries e homens trans. Está prevista ainda a participação de jovens da Casa Amarela da Providência e do Coletivo Mulheres Independentes da Providência (MIP).

O projeto é uma iniciativa do governo alemão em parceria com o coletivo VisionArtz. A iniciativa tem o apoio da Companhia de Desenvolvimento da Região do Porto do RJ (CDURP) e da Prefeitura do Rio.

Conheça as obras e saiba quem são as mulheres homenageadas

Ruth de Souza: Primeira-dama negra do teatro, cinema e da televisão no Brasil.

(Foto: Beatriz Gimenes)

Marlene Dietrich: Atriz mundialmente conhecida pela sua atuação no filme “Anjo Azul”, teve reconhecida colaboração humanitária na Segunda Guerra Mundial, quando lutou contra o nazismo.

(Foto: Beatriz Gimenes)

Almerinda Farias Gama: Pioneira do movimento feminista e do sindicalismo brasileiro nos anos 30.

(Foto: Beatriz Gimenes)

Sophie Scholl: Ferrenha adversária do Terceiro Reich, liderou o movimento antinazista Rosa Branca. Sophie foi presa e condenada à morte em 1943.

(Foto: Beatriz Gimenes)

Tereza de Benguela: Escrava fugitiva, por décadas liderou o quilombo do Piolho, na fronteira entre Mato Grosso e Bolívia. Foi assassinada por soldados da Coroa Portuguesa.

(Foto: Beatriz Gimenes)

Em uma iniciativa que celebra ícones alemãs e brasileiras, estranha-se a ausência de Olga Benário. Militante comunista, a alemã Olga foi casada com Luís Carlos Prestes, uma das principais lideranças políticas do Brasil do Século XX. Judia, foi presa pela polícia política do governo Vargas e deportada, grávida, para a Alemanha. Morreu na câmera de gás de um campo de concentração nazista.


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