Mulheres cientistas recebem prêmio no Porto Maravilha

Soluções para importantes questões ambientais, econômicas e de saúde são premiadas na 13ª edição do “Para Mulheres na Ciência”, realizado pela L´Oreal, Unesco e Academia Brasileira de Ciências

Para Mulheres na Ciência 2018
As sete vencedoras da premiação serão homenageadas pela L´Oreal (Foto: Divulgação)

Promover a igualdade de gênero no ambiente científico. Este é o objetivo da 13ª edição do “Para Mulheres na Ciência”, programa desenvolvido pela L’Oréal Brasil em parceria com a Unesco no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). Nesta quinta-feira (4), uma cerimônia na sede da L´Oreal, no Porto Maravilha, premiou sete mulheres cientistas.

Entre os temas pesquisados por elas que merecem reconhecimento, estão aqueles que promovem qualidade de vida para pacientes idosos em tratamento de câncer, uso da pedra-sabão como solução para aperfeiçoar próteses ortopédicas e dentárias e busca da alimentação correta para a resistência das bactérias a antibióticos.

Anualmente, os jurados escolhem trabalhos com potencial de encontrar soluções para importantes questões ambientais, econômicas e de saúde, como é o caso de Fernanda Cruz, da UFRJ, que trabalha no desenvolvimento de terapias capazes de tratar doenças respiratórias crônicas de maneira mais eficaz.

Já Sabrina Lisboa, da USP, busca um tratamento para o transtorno do estresse pós-traumático compreendendo as alterações que acontecem no cérebro de quem desenvolve a doença. É na alimentação saudável que a pesquisadora Angélica Vieira, da UFMG, acredita ser capaz de resolver o problema global de resistência das bactérias aos antibióticos.

Também em Minas Gerais, Jaqueline Soares faz nanotecnologia com uma matéria-prima abundante em Ouro Preto, a pedra-sabão, para aperfeiçoar próteses ortopédicas e dentárias. Já Ethel Wilhelm, da UFPEL, estuda os mecanismos por trás das dores nas extremidades do corpo para garantir qualidade de vida aos idosos, segmento da população que mais cresce no mundo.

Sobre ser uma das poucas mulheres em seu meio, Luciana Lomonaco, da USP, que estuda um dos fractais mais famosos da Matemática, o Conjunto de Mandelbrot, acredita que o problema é a falta de modelos. “Por falta de referências femininas na ciência e, em especial, na Matemática, as jovens nem sabem que existe essa possibilidade quando chega a hora de escolher sua carreira. O prêmio vem para mostrar que é possível ser mulher e cientista”, diz Luciana.

Dentro da mesma realidade, Nathalia Bezerra, da UFPE, atua em uma área majoritariamente masculina, pesquisando como aumentar a durabilidade do cimento nas diversas condições climáticas do Brasil. “O prêmio vai ser fundamental para ganhar reconhecimento e será um divisor de águas na carreira”, avalia ela.

Há 13 anos, o “Para Mulheres na Ciência” premia cientistas com uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil em quatro categorias: Ciências da Vida, Química, Matemática e Física. A edição 2018 bateu recorde de participação: ao todo, foram registradas 524 inscrições, 34% a mais que em 2017.

As premiadas:

Ciências da Vida:

Ethel Antunes Wilhelm

Angelica Thomaz Vieira

Fernanda Ferreira Cruz

Sabrina Francesca de Souza Lisboa

Química: Nathalia Bezerra de Lima

Matemática: Luciana Luna Anna Lomonaco

Física: Jaqueline dos Santos Soares

Para saber mais sobre cada pesquisadora, acesse:

Facebook: www.facebook.com.br/paramulheresnaciencia

Twitter: @mulhernaciencia

Site oficial: www.paramulheresnaciencia.com.br

  • Atualizado em 5 de outubro de 2018, às 10h.

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