Diário do Porto

MPF quer que CSN pague R$ 430 milhões por poluir Volta Redonda

CSN rio Paraíba do Sul foto reprodução da internet

Montanha de rejeitos da CSN fica ao lado do rio Paraíba do Sul, principal fonte de água para 57 municípios do Estado do Rio (foto: reprodução da Internet)

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma denúncia criminal contra a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a empresa parceira Harsco Metals por crimes ambientais que estariam sendo cometidos no pátio de beneficiamento de coprodutos da usina, localizado em Volta Redonda, próximo ao rio Paraíba do Sul.

A ação do MPF requer a fixação de valor mínimo de indenização pelos danos ambientais e sociais no valor de R$ 330,5 milhões por dano material e ecológico e R$ 100 milhões por dano moral coletivo com caráter punitivo e pedagógico.

O rio Paraíba do Sul é vital para o abastecimento de 57 municípios no Estado do Rio. É dele que vem a água para o Sistema Guandu, que atende 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio (capital e municípios da Baixada Fluminense). Além da água potável, o rio também é usado para geração de energia pela Light antes de seguir para o tratamento.

Em resposta, a CSN manifestou surpresa com a ação, classificou a denúncia como “desprovida de fundamento” e reafirmou a segurança ambiental do local, citando uma série de estudos independentes. A empresa destacou ainda que a denúncia criminal ocorre ao mesmo tempo em que o próprio MPF conduz, há anos, negociações para um acordo sobre o mesmo tema.

A Acusação do MPF

A denúncia, protocolada na 2ª Vara Federal de Volta Redonda em 30 de setembro, aponta que as empresas estariam causando poluição em larga escala e impedindo a regeneração da vegetação local. Segundo o MPF, o pátio estaria sendo usado de forma irregular como área de descarte final de resíduos.

Caso a Justiça aceite a denúncia, a CSN e a Harsco podem responder por:

A Defesa da CSN

A CSN divulgou nota em que contesta as acusações e baseia sua defesa em três pontos principais:

A companhia também esclarece que o local é um pátio de beneficiamento de coprodutos, que são processados e vendidos para uso em obras, pavimentação e até agricultura, e não um aterro de resíduos.


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