Cinema

Uma mostra para entender a genialidade do Nuevo Cine Argentino

A safra exibida é de 1998 a 2017, com assinaturas como Lucrecia Martel, Pablo Trapero, Ana Poliak, Martin Rejtman, Carlos Sorín e Mariano Llinás

8 de dezembro de 2018

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Histórias mínimas (2002), de Carlos Sorín, é um dos filmes presentes na programação da mosta
‘Histórias mínimas’ (2002), de Carlos Sorín, é um dos filmes da programação

Uma mostra imperdível da Caixa Cultural pode ajudar a entender como pode o cinema de um país latino-americano ser tão premiado em festivais do mundo, com várias indicações ao Oscar de filme estrangeiro e sucesso na crítica mundial. Do dia 11 ao 23 de dezembro (terça a domingo), 17 filmes em formato digital serão exibidos na mostra ‘O Cinema argentino conta suas histórias mínimas’. Todos são da nova leva do Nuevo Cine dos hermanos, relatos de personagens ordinários em situações que rompem a rotina.

O Nuevo Cine Argentino começou nos anos 90, com um boom de cursos de cinema no país vizinho. Consolidou-se na geração dos anos 2000. A safra exibida é de 1998 a 2017, com assinaturas como Lucrecia Martel, Pablo Trapero, Ana Poliak, Martin Rejtman, Raúl Perrone, Carlos Sorín e Mariano Llinás.

A imprensa internacional sempre chamou atenção para a saúde do cinema argentino nos anos de sua doentia crise econômica e política. “Naquele momento, uma geração de cineastas surge com um interesse direcionado a filmar os conflitos pessoais, as pequenas histórias de geografia íntima, das quais se poderia fazer latente o sentimento do impacto daquela crise nacional”, explica Thiago Ortman, o curador.

A maioria das obras da retrospectiva foi produzida em um modelo cooperativo de estudantes empenhados em dar voz ao retrocesso do país. Desta fase são “O pântano” (2001), de Lucrecia Martel, “Mundo grua” (1999), de Pablo Trapero, “Pizza, cerveja e baseado” (1998), de Bruno Stagnaro e Adrián Caetano, e “Rapado” (1992), de Martín Rejtman. “História Extraordinárias” (2008), de Mariano Llinás, fecha a programação com uma sessão diferenciada e quatro horas de duração.

Veja a programação completa:

Filmes:

11 de dezembro (terça-feira)

15h30 – Ana e os outros (2006), de Celina Murga, Argentina, 80 min, digital, 12 anos

17h30 – Viva os Crotos! (1995), de Ana Poliak, Argentina, Espanha, Reino Unido, Cuba, 75 min, digital, 14 anos

19h – Mundo grua (1999), de Pablo Trapero, Argentina, 89 min, digital, Livre

12 de dezembro (quarta-feira)

15h15 – Picado fino (1999), de Esteban Sapir, Argentina, 77 min, digital, 14 anos

17h – Masterclass Argentina e cinema: uma contemporaneidade obtusa, com a presença do historiador e diretor de cinema e teatro Flávio Kactuz

19h – Histórias mínimas (2002), de Carlos Sorín, Argentina, Espanha, 87 min, digital, Livre

13 de dezembro (quinta-feira)

16h – La salada (2014), de Juan Martín Hsu, Argentina, 91 min, digital, 14 anos

17h45 – Lábios de churrasco (1994), de Raúl Perrone, Argentina, 62 min, digital, 14 anos

19h – Pizza, cerveja e baseado (1998), de Bruno Stagnaro e Adrián Caetano, 78 min, digital, 16 anos

14 de dezembro (sexta-feira)

16h – Bolívia (2001), de Adrián Caetano, Argentina, Holanda, 72 min, digital, 14 anos

17h30 – Masterclass Argentina e cinema: uma contemporaneidade obtusa, com a presença do pesquisador e coordenador-chefe de restauração na cinemateca do MAM-RJ Hernani Heffner

19h30 – Rapado (1992), de Martín Rejtman, Argentina, Holanda, 75 min, digital, 12 anos

15 de dezembro (sábado)

16h – Sábado (2001), de Juan Villegas, Argentina, 72 min, digital, 14 anos

17h30 – Picado fino (1999), de Esteban Sapir, Argentina, 77 min, digital, 14 anos

19h15 – O pântano (2001), de Lucrécia Martel, Argentina, França, Espanha, Japão, 103 min, digital, 14 anos

16 de dezembro (domingo)

15h30 – Uma noiva errante (2007), de Ana Katz, Argentina, 85 min, digital, 12 anos

17h30 – Histórias mínimas (2002), de Carlos Sorín, Argentina, Espanha, 87 min, digital, Livre

19 – Las acacias (2011), de Pablo Giorgelli, Argentina, Espanha, 96 min, digital, 12 anos

18 de dezembro (terça-feira)

15h15 – Lábios de churrasco (1994), de Raúl Perrone, Argentina, 62 min, digital, 14 anos

16h30 – Apenas para fumantes (2001), de Verónica Chen, Argentina, 91 min, digital, 16 anos

19h – La salada (2014), de Juan Martín Hsu, Argentina, 91 min, digital, 14 anos

19 de dezembro (quarta-feira)

15h30 – Uma noiva errante (2007), de Ana Katz, Argentina, 85 min, digital, 12 anos

17h – O pântano (2001), de Lucrécia Martel, Argentina, França, Espanha, Japão, 103 min, digital, 14 anos

19h – Debate Começa de novo: as múltiplas narrativas do cinema argentino, com a presença do roteirista Lucas Paraizo

20 de dezembro (quinta-feira)

15h – Sábado (2001), de Juan Villegas, Argentina, 72 min, digital, 14 anos

17h30 – Mundo grua (1999), de Pablo Trapero, Argentina, 89 min, digital, Livre

19h30 – Bolívia (2001), de Adrián Caetano, Argentina, Holanda, 72 min, digital, 14 anos

21 de dezembro (sexta-feira)

15h – Apenas para fumantes (2001), de Verónica Chen, Argentina, 91 min, digital, 16 anos

17h30 – Ana e os outros (2006), de Celina Murga, Argentina, 80 min, digital, 12 anos

19h – Alanis (2017), de Anahí Berneri, Argentina, 82 min, digital, 16 anos

22 de dezembro (sábado)

15h30 – Viva os Crotos! (1995), de Ana Poliak, Argentina, Espanha, Reino Unido, Cuba, 75 min, digital, 14 anos

17h – Pizza, cerveja e baseado (1998), de Bruno Stagnaro e Adrián Caetano, 78 min, digital, 16 anos

19h – Debate Disputas políticas em perspectiva: do Nuevo Cine Argentino e sua contemporaneidade, com a professora do Departamento de Letras da PUC-Rio Maria Celina Ibazeta e a Doutora em Ciências Políticas Tamiris Alves

23 de dezembro (domingo)

14h30 – Rapado (1992), de Martín Rejtman, Argentina, Holanda, 75 min, digital, 12 anos

16h – Histórias extraordinárias (2008), de Mariano Llinás, Argentina, 253 min, digital, 14 anos

Debates

– No dia 19, às 17h, a mesa ‘Começa de novo: as múltiplas narrativas do cinema argentino‘ aborda as particularidades narrativas do cinema argentino a partir dos anos 90, na perspectiva da geração que transformou os modelos, do roteiro à direção. Participarão o roteirista Lucas Paraizo e a jornalista Mariana Dias.

– No dia 22 de dezembro, às 19h, o tema ‘Disputas políticas em perspectiva: do Nuevo Cine Argentino e sua contemporaneidade’ reunirá a professora Maria Celina Ibazeta, doutorada em Literatura Hispánica, e Tamires Alves, doutora em Ciência Política pela UFF.

Masterclasses

Tema: ‘Argentina e Cinema: uma contemporaneidade obtusa’.

Dia 12, às 17h, com Flávio Kactuz, historiador, professor, diretor de Teatro e Cinema.

Dia 14, às 17h30, com Hernani Heffner, pesquisador e coordenador-chefe de restauração na cinemateca do MAM-RJ.

Serviço:

Mostra O Cinema argentino conta suas histórias mínimas

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 1 (Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro – Metrô e VLT: Estação Carioca)

Data: de 11 a 23 de dezembro de 2018 (terça-feira a domingo)

Ingressos: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.

Bilheteria: terça-feira a domingo, das 13h às 20h

Capacidade: Cinema 2: 80 lugares (mais 3 para cadeirantes)

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

Outras informações, com sinopses dos filmes: http://www.mostrahistoriasminimas.com.br

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