Coleção Banerj em cartaz no Paço Imperial | Diário do Porto


Exposição

Coleção Banerj em cartaz no Paço Imperial

Exposição no Paço Imperial reúne 127 obras da Coleção Banerj, um dos principais e mais valiosos acervos de arte modernista do Brasil

2 de janeiro de 2022

Painel de Di Cavalcanti na exposição "A Afirmação Modernista - a paisagem e o popular carioca na coleção Banerj", que entra em cartaz hoje do Paço Imperial (divulgação/FUNARJ)

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Ótimo programa para esse janeiro de férias no Rio é a exposição “A Afirmação Modernista – a paisagem e o popular carioca na Coleção Banerj”, em cartaz no Paço Imperial, no Centro do Rio. São 127 obras da coleção, destacando os painéis de Di Cavalcanti, Marcier, Cícero Dias, Carybé e Banco e muitas obras de artistas referenciais da arte brasileira, como Guignard, Pancetti, Portinari,  Anita Maldatti e Djanira.

A Coleção Banerj começou a ser formada no início dos anos 1960, por ocasião do quarto centenário de fundação da ex-capital da Colônia, Império, português inclusive, e República. Desde 1998 compõe o acervo do Museu do Ingá, em Niteroi. Diferente da aristocracia e do nacionalismo ligado à conjuntura paulista, o modernismo carioca acentua o caráter popular e a beleza natural da cidade, expressa nos grandes painéis e em outras inúmeras obras que retratam o Rio.

As diferentes maneiras de conceber a paisagem revelam-se como marca da coleção: a luminosidade dos trabalhos de Eliseu Visconti contrasta com as tensas pinceladas de Anita Malfatti, a cidade anônima e silenciosa de Oswald Goeldi se opõe à exuberância das cenas urbanas de Di Cavalcanti, a paisagem imaginária de Cícero Dias distancia-se da racionalidade de Aldo Bonadei.

Além de celebrar o centenário da “Semana de Arte Moderna de 22”, um dos maiores marcos na história cultural do País, “A Afirmação Modernista – a paisagem e o popular carioca na coleção Banerj” também retrata a cultura carioca, que pode ser vista nos trabalhos de Djanira, Caribé, Marcier, Cícero Dias, entre outros artistas. As festas de rua, o samba, o candomblé, bem como o Corcovado e o Pão de Açúcar, tornam-se ícones do imaginário da cidade e do povo brasileiro. Do Rio boêmio e folclórico, de Di Cavalcanti, ao Rio oblíquo, de Goeldi, a cidade domina ao coleção.

José Roberto Gifford, presidente da Fundação Anita Mantuano de Artes do Rio de Janeiro (FUNARJ), autarquia responsável pelos museus do Estado, sintetiza a importância deste momento para o Estado do Rio de Janeiro. “Com esta exposição, comemoramos a oficialização de sua condição de coleção pública e, ao mesmo tempo, contribuímos para a retomada cultural do Rio de Janeiro e antecipamos as celebrações do centenário da Semana de Arte Moderna. Acima de todos os motivos, queremos viabilizar o acesso e a fruição das obras de arte aos cidadãos brasileiros, especialmente aos fluminenses. E assim, podemos afirmar mais uma vez: a Coleção Banerj é nossa!”, completa

Dividida em oito módulos expositivos, “A Afirmação Modernista – a paisagem e o popular carioca na coleção Banerj” poderá ser visitada no Paço Imperial até 20 de março de 2022. A curadoria é de Marcus de Lontra Costa e Viviane Matesco.

Serviço

“A Afirmação Modernista – a paisagem e o popular carioca na coleção Banerj”

Até 20 de março de 2022

Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h

Paço Imperial – Praça XV de Novembro, 48. Centro

Entrada gratuita

Mais informações: http://amigosdopacoimperial.org.br/


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