Mostra “A Afirmação Modernista” estreia no Paço Imperial | Diário do Porto


Exposição

Mostra “A Afirmação Modernista” estreia no Paço Imperial

Exposição no Paço Imperial reúne 127 obras da Coleção Banerj, um dos principais acervos de arte modernista do Brasil

16 de novembro de 2021

Painel de Di Cavalcanti na exposição "A Afirmação Modernista - a paisagem e o popular carioca na coleção Banerj", que entra em cartaz hoje do Paço Imperial (divulgação/FUNARJ)

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Entra em cartaz hoje no Paço Imperial a exposição “A Afirmação Modernista – a paisagem e o popular carioca na Coleção Banerj”. São 127 obras da coleção, destacando os painéis de Di Cavalcanti, Marcier, Cícero Dias, Carybé e Banco e muitas obras de artistas referenciais da arte brasileira, como Guignard, Pancetti, Portinari, Anita Maldatti e Djanira.

A Coleção Banerj começou a ser formada no início dos anos 1960, por ocasião do quarto centenário de fundação da ex-capital da Colônia, Império, português inclusive, e República. Desde 1998 compõe o acervo do Museu do Ingá, em Niteroi. Diferente da aristocracia e do nacionalismo ligado à conjuntura paulista, o modernismo carioca acentua o caráter popular e a beleza natural da cidade, expressa nos grandes painéis e em outras inúmeras obras que retratam o Rio.

As diferentes maneiras de conceber a paisagem revelam-se como marca da coleção: a luminosidade dos trabalhos de Eliseu Visconti contrasta com as tensas pinceladas de Anita Malfatti, a cidade anônima e silenciosa de Oswald Goeldi se opõe à exuberância das cenas urbanas de Di Cavalcanti, a paisagem imaginária de Cícero Dias distancia-se da racionalidade de Aldo Bonadei.

“A Afirmação Modernista – a paisagem e o popular carioca na coleção Banerj” também retrata a cultura carioca, que pode ser vista nos trabalhos de Djanira, Caribé, Marcier, Cícero Dias, entre outros artistas. As festas de rua, o samba, o candomblé, bem como o Corcovado e o Pão de Açúcar, tornam-se ícones do imaginário da cidade e do povo brasileiro. Do Rio boêmio e folclórico, de Di Cavalcanti, ao Rio oblíquo, de Goeldi, a cidade domina ao coleção.

José Roberto Gifford, presidente da Fundação Anita Mantuano de Artes do Rio de Janeiro (FUNARJ), autarquia responsável pelos museus do Estado, sintetiza a importância deste momento para o Estado do Rio de Janeiro. “Com esta exposição, comemoramos a oficialização de sua condição de coleção pública e, ao mesmo tempo, contribuímos para a retomada cultural do Rio de Janeiro e antecipamos as celebrações do centenário da Semana de Arte Moderna. Acima de todos os motivos, queremos viabilizar o acesso e a fruição das obras de arte aos cidadãos brasileiros, especialmente aos fluminenses. E assim, podemos afirmar mais uma vez: a Coleção Banerj é nossa!”, completa

Dividida em oito módulos expositivos, “A Afirmação Modernista – a paisagem e o popular carioca na coleção Banerj” poderá ser vista no Paço Imperial, a partir do dia 17 de novembro e ficará em exibição até março de 2022. A curadoria é de Marcus de Lontra Costa e Viviane Matesco.

Serviço

“A Afirmação Modernista – a paisagem e o popular carioca na coleção Banerj”

De 17 de Novembro de 2021 até 20 de março de 2022

Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h

Paço Imperial – Praça XV de Novembro, 48. Centro

Entrada gratuita

Mais informações: http://amigosdopacoimperial.org.br/


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