Em debate, moradores apoiam Parque Sustentável da Gávea | Diário do Porto

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Em debate, moradores apoiam Parque Sustentável da Gávea

Câmara Municipal realiza debate público sobre criação de Parque Sustentável da Gávea. Representantes de associações de moradores são favoráveis ao projeto

28 de maio de 2021


Reunião na Câmara de Vereadores debateu novamente o projeto do Parque Sustentável da Gávea (Foto: Divulgação)


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Um dos bairros mais charmosos do Rio, a Gávea vai ganhar um novo atrativo e justamente de onde pouco se poderia esperar: o terreno abandonado da antiga fábrica da Moura Brasil, que há quase 40 anos assombra o trecho da Rua Marquês de SãoVicente entre o Shopping da Gávea e o Gávea Trade Center. O projeto do Parque Sustentável da Gávea, que já havia sido aprovado em audiência pública há três anos, passou em primeira votação na Câmara Municipal do Rio e, nesta sexta-feira 28, mais uma vez, agradou em debate público entre representantes da prefeitura, de associações de moradores e comerciantes do bairro, além de vereadores.

O presidente da Associação de Moradores e Amigos da Gávea (Amagávea), René Hasenclever, apoia a iniciativa: “Foi o melhor projeto que surgiu para ocupação da região até agora. Eu defendo o uso do terreno, pois são muitos anos de abandono e desperdício de uma área tão importante para os moradores. Essa solução valoriza o nosso bairro”. Carlos Affonso Ribeiro, presidente da Associação de Moradores da Rua Embaixador Carlos Taylor (Amecat), reforça que o maior benefício é o uso do terreno de 25 mil metros quadrados abandonado há décadas. “Esse projeto vai trazer progresso. Teremos geração de emprego para as pessoas do entorno e o uso social do espaço público”.

O empreendimento será privado, mas o parque será aberto ao público e terá equipamentos para contemplação da natureza. Todos os custos de construção, equipamento e manutenção ficam por conta dos proprietários do terreno, sem onerar os cofres públicos. O Projeto de Lei Complementar nº 72/2018, do Poder Executivo, que estabelece as condições de implantação e manutenção do parque – criado em 2014 por lei municipal -, passa por apreciação dos vereadores e ainda poderá receber emendas e entrar na pauta para segunda e última votação.

“O projeto permite o uso do parque para o público em geral e ao mesmo tempo possibilita a ocupação do local com lojas, salas comerciais e residências. É fundamental essa discussão para aprimoramento de um projeto urbanístico tão importante como esse para o Rio de Janeiro”, enfatizou o líder do governo na Câmara, Átila A. Nunes (DEM), que presidiu o debate.

 

Parque Sustentavel Gavea (3)
Projeto do Parque Sustentável da Gávea (Foto: Divulgação)

 


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Arquiteto explica projeto

O projeto foi apresentado por representantes da A+Arquitetura e da STX Desenvolvimento Imobiliário. O arquiteto Manuel Fiaschi, um dos responsáveis, disse que a solução encontrada valoriza a área, com a preservação da mata e da mangueira centenária plantada no terreno. O acesso ao parque será feito por uma alameda, passando por dois edifícios mistos de quatro andares a ser ocupados por lojas, no térreo, e apartamentos residenciais nos andares superiores.

Terreno de antiga fábrica receberá o Parque Sustentável da Gávea (Foto: Divulgação)

O vereador Pedro Duarte (Novo) falou sobre as emendas, como a que condiciona o ‘habite-se’ a um termo de compromisso acordado entre empreendedores e município e a que estipula multa em caso de descumprimento da utilização pública do espaço. Já o vereador Lindbergh Farias (PT) mostrou-se preocupado com a garantia de abertura do parque ao público e problemas a ser causados ao trânsito no bairro, alertando para a criação de uma lei específica que altera os parâmetros urbanísticos para o empreendimento.

Projetos semelhantes em outros bairros

Presentes ao debate, os secretários municipais de Planejamento Urbano, Washington Farjado, e de Desenvolvimento Sustentável e Defesa do Meio Ambiente, Eduardo Cavaliere, destacaram que o o princípio de um espaço público de propriedade privada pode servir de modelo para ser replicado em outras áreas, como Zona Norte e Centro.

Fajardo disse esperar que o mesmo conceit possa também ajudar a AP3 (Zona Norte), que tem carência de áreas e apresenta a menor relação de cobertura vegetal per capita da cidade, com maior concentração de ilhas de calor. Cavaliere revelou que as áreas B e C do Parque da Gávea deverão ser regulamentadas por meio de uma legislação, já que estas estarão voltadas especificamente para pesquisas ambientais.