Moinho Fluminense planeja cuidar da Praça da Harmonia | Diário do Porto

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Moinho Fluminense planeja cuidar da Praça da Harmonia

Projeto da Autonomy Investimentos para o Moinho Fluminense prevê torná-lo um polo para os pequenos negócios do Porto Maravilha, além de uso residencial

13 de setembro de 2021


O Moinho Fluminense será um catalisador da economia criativa, diz Roberto Miranda de Lima (foto: Autonomy Investimentos / LinkedIn)


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A Autonomy Investimentos, que comprou o Moinho Fluminense e vai convertê-lo em um empreendimento de uso residencial, corporativo e comercial, promete também fazer intervenções para melhorar a Praça da Harmonia e seu entorno, além de abrir espaços para os pequenos negócios da Região Portuária. A praça, centenária, é a principal área de convivência no bairro da Gamboa.

O Moinho Fluminense é um conjunto arquitetônico histórico do Porto Maravilha, ocupando 4 quarteirões entre a Orla Conde e as proximidades do Morro da Providência. Em novo vídeo postado no LinkedIn, o diretor executivo da Autonomy Investimentos, Roberto Miranda de Lima, diz que o projeto da empresa buscará o reconhecimento das melhores certificações internacionais, segundo critérios ambientais e sociais.

Essa busca pela sustentabilidade começa desde a concepção inicial que prevê um retrofit do Moinho, que tem vários prédios construídos entre o final do século 19 e começo do 20. “Isso reduz em muito a pegada de carbono, se compararmos com empreendimentos que começam do zero”, declara Lima.

As intervenções na Praça da Harmonia se completam com a promessa de que as futuras instalações do Moinho irão facilitar a mobilidade no seu entorno. Ou seja, o empreendimento prevê áreas de fruição, não se constituindo em barreira para o tráfego de pedestres entre seus vários lados.

Moinho Fluminense e a economia criativa do Porto

Miranda fala também que o projeto quer ser um “catalisador da economia criativa” dos moradores do Porto. Estão previstos espaços para os pequenos negócios nas áreas da moda e da alimentação, por exemplo. “A gente espera estimular a vinda desses negócios para dentro do Moinho, para que tenham maior visibilidade”, afirma Lima.

Em vídeo anterior no YouTube, ele já havia dito que a parte residencial do Moinho deverá se localizar nas proximidades do grande silo, ao lado da Orla Conde. A partir daí, haverá espaços para uso de escritórios, comércio e serviços. E Lima deixa claro que o projeto não contempla a instalação de um shopping tradicional, que geralmente inibe os negócios de seu entorno e exclui a população de baixa renda.

No vídeo recente, Lima enfatiza que o projeto das futuras instalações do Moinho Fluminense tem uma diversidade de possibilidades, com efeito positivo para a cidade e para os moradores vizinhos. “Acreditamos que uma cidade é feita de encontros. E o projeto do Moinho está sendo pensado para multiplicar esses encontros”, afirma o diretor executivo da Autonomy.


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