Cultura e Lazer

Museu revive momentos da pintura de paisagem no Brasil

A partir das décadas de 1920 e 1930, a pintura brasileira enveredaria por novos rumos, poucos favoráveis ao desenvolvimento da paisagem como gênero

8 de dezembro de 2018
Mocambos, 1659 - Frans Post. Pintor holandês será homenageado na mostra

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Mocambos, 1659 - Frans Post. Pintor holandês será homenageado na mostra
Mocambos, do pintor holandês Frans Post (1659)

O Museu Nacional de Belas Artes está caprichando na preparação da mostra ‘Três momentos da pintura de paisagem no Brasil’. A inauguração é quinta-feira, 13 de dezembro, às 12h. Serão reúne 36 obras de arte da coleção própria do MNBA. Algumas delas estão há décadas longe do público. Haverá obras também da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A mostra percorre um panorama conciso do exercício da pintura de paisagem no Brasil. Reúne artistas brasileiros e também estrangeiros radicados no país. Em um primeiro momento, a exposição homenageia o holandês Frans Post, um dos primeiros pintores a dar uma versão fiel e poética da terra brasileira.

A partir das décadas de 1920 e 1930, a pintura brasileira enveredaria por novos rumos. Eles eram poucos favoráveis ao desenvolvimento da paisagem como gênero. A exposição, em sua grande totalidade, aborda a evolução da prática da paisagem no Brasil, exibindo “paisagens puras”, não sendo selecionadas paisagens urbanas ou marinhas.

Arte abandonada

Segundo o curador Pedro Xexéo, a criação da Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, em 1940, contribuiu para diminuir a importância da paisagem na tipologia artística, relegando a sua prática a artistas que continuaram a dedicar-se a uma pintura de caráter realista, considerada obsoleta pelas correntes modernistas.

Esta depreciação se acelerou com o aparecimento da pintura não-figurativa, não-representativa ou abstrata, na segunda metade dos anos 1940, na Europa e nos Estados Unidos. Esta última tendência das artes visuais se acentuou em nosso país com a criação da Bienal Internacional de São Paulo e do Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1951.

A Bienal, explica o curador, acelerou a internacionalização da arte brasileira, enquanto o novo Salão colocou em segundo plano o Salão Nacional de Belas Artes, de caráter conservador. Assim, a paisagem tradicional foi, aos poucos, sendo abandonada pelos jovens artistas.

Serviço:

Exposição: “Três momentos da Pintura de Paisagem no Brasil”
Período: 13 de dezembro de 2018 até 31 de março de 2019.
Local: Sala do Barroco Italiano.
Visitação: Terça a sexta: das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriado: das 13h às 18h.
Ingressos: R$ 8 (inteira), R$ 4 (meia) e R$ 8 o ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família). Grátis aos domingos.

Museu Nacional de Belas Artes/MNBA

Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia – Tel: (21) 3299-0600

Visite o site: www.mnba.gov.br

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