Minha Urca vende arte para limpar a Praia Vermelha | Diário do Porto

Sustentabilidade

Minha Urca vende arte para limpar a Praia Vermelha

Até 8 de junho, o projeto Minha Urca vende trabalhos artísticos, todos com o tema oceano, para ajudar a manter os mutirões de limpeza na Praia Vermelha

17 de abril de 2021
Um dos quadros à venda na campanha (Reprodução)


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O projeto de educação ambiental Minha Urca reuniu 18 nomes do muralismo e do grafite nacional na ação “Arte pelos Oceanos”, para dar visibilidade e garantir recursos para a limpeza da Praia Vermelha. Até 08 de junho serão vendidas obras exclusivas pela internet, com preço único de R$ 120,00, e 40 % desse valor serão revertidos para as ações na praia.

Idealizadora do Minha Urca, Ivy Tinoco afirma ser urgente o debate sobre o impacto do lixo no mar. “Ir à praia é um dos prazeres mais democráticos que existe e está na cultura do carioca. Porém, em pleno 2021, ainda é necessário que grupos de cidadãos se unam e coloquem a mão na massa, recolhendo lixo e separando recicláveis, para que os demais banhistas se conscientizem”, conta ela, que fundou o Minha Urca em 2020 com o engenheiro ambiental francês Lucas Romão.

 

Praia Vermelha
Os fundadores do projeto, Ivy Tinoco e Lucas Romão, durante limpeza (Foto: Carla Alves)

Minha Urca quer exemplo para o RJ

A poluição atinge as praias que projetam o Rio de Janeiro no turismo mundial mas sofrem com a falta de educação e de higiene. Ivy explica que a meta é fazer da Urca o primeiro bairro lixo zero do Rio, um exemplo para os demais. “Queremos fazer barulho através do exemplo. Estão programadas diversas ações de coleta, e novos voluntários são sempre bem-vindos”, disse.

 


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A criação da Arte pelos Oceanos foi estimulada pelo início da Década do Oceano, proposta das ONU , que vai de 2021 até 2030, para estimular a proteção da biodiversidade e o papel central do uso sustentável dos recursos dos mares à medida que se enfrentam as realidades das mudanças climáticas.

Entre 2015 e 2019, foram realizadas mais de 29 mil necropsias de aves, répteis e mamíferos marinhos encontrados nas praias do Sul e Sudeste do Brasil. Ficou registrado que 85% dos que ingeriram resíduos sólidos, inclusive plástico, são espécies ameaçadas de extinção.