Minas é exemplo para Rio na luta pelo Galeão | Diário do Porto


Infraestrutura

Minas é exemplo para Rio na luta pelo Galeão

Governo de Minas fortaleceu Confins como hub e liderou a licitação da Pampulha. Rio de Janeiro quer mesmo tratamento e respeito do Governo Federal

22 de outubro de 2021

Licitado no início do mês, Aeroporto da Pampulha segue recebendo apenas voos locais e executivos (Carlos Alberto/Imprensa MG)

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O Rio de Janeiro quer do Governo Federal o mesmo tratamento dado a Minas Gerais no processo de licitação do Aeroporto da Pampulha. Essa foi uma das reinvindicações feitas pela Frente de Defesa do Galeão na sessão plenária sobre a privatização dos aeroportos Santos Dumont, Jacarepaguá, Uberaba, Montes Claros e Uberlândia realizada hoje no Senado. O senador Antonio Anastasia e o Hélio Boechat, da Secretária de Infraestrutura e Mobilidade de MG, foram convidados pelo senador Carlos Portinho, que articulou a reunião, para explicar como o estado vizinho fortaleceu o Aeroporto de Confins e ainda conseguiu a licença do Ministério da Infraestrutura para ele próprio liderar a concessão o aeroporto.

Anastasia contou que o projeto de fortalecer Confins como hub internacional começou na metade dos anos 2000, com a transferência de voos da Pampulha, que estava saturada, para o aeroporto situado a 40 quilômetros da capital Belo Horizonte. O terminal central passou a receber apenas voos regionais e de aviação executiva. Anos depois a Infraero, empresa estatal que administra os aeródromos federais, tento reativar a Pampulha. Sem sucesso. “Eles tentaram voltar com os voos para Pampulha. Mas houve um esforço do governo estadual e da bancada mineira no Congresso para mostrar que isso seria a destruição do hub de Confins, o mesmo que pode acontecer agora com o Galeão se o Santos Dumont for privatizados nos moldes propostos pelo governo federal. E felizmente fomos atendidos”, conta Anastasia.


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Minas apoia Rio na defesa do Galeão

A defesa de Confins não foi a única vitória dos mineiros. Em junho de 2020, o Ministério da Infraestrutura assinou convênio que delegou ao governo do estado o processo de concessão do aeroporto da Pampulha. No começo desse mês, a CCR Aeroportos, que também administra Confins, pagou R$ 35 milhões de outorga e pelos próximos 30 anos será a gestora do terminal, que seguirá operando apenas voos locais e de táxi aéreo. “Felizmente fomos vitoriosos e mostramos que era juridicamente correto e economicamente adequado manter a Pampulha como está hoje. Desejamos que o mesmo aconteça com o Santos Dumont. Que sejam mantidos lá apenas os voos da Ponte Aérea, de aviação executiva e para as cidades mais próximas. A bancada mineira está pronta para ajudá-los nessa missão”, completou Anastasia.

Portinho agradeceu o apoio do colega e exigiu que o Rio recebesse do Governo Federal o mesmo tratamento e respeito dado ao estado vizinho.