Milhões de dólares em negócio de maconha na Casa França-Brasil | Diário do Porto


Inovação

Milhões de dólares em negócio de maconha na Casa França-Brasil

Palestra de investidor em maconha medicinal, conferência em São Paulo e campanha de empresa por recursos trazem à tona cifras milionárias. Fique por dentro.

13 de novembro de 2018

Cannabis sativa, a planta da maconha (Deposit Photos)

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Cannabis sativa, a planta da maconha
Cannabis sativa, a planta da maconha (Deposit Photos)

A Casa França Brasil vai embarcar no túnel do tempo em direção ao futuro, e você pode ir junto. Nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, o Wired Festival Brasil vai ocupar a casa com palestras, discussões e workshops sobre os grandes temas que desafiam a humanidade para os próximos anos. Um deles é a maconha.

Na ocasião, serão discutidos o futuro do trabalho, a vida em grandes centros urbanos, inteligência artificial, mobilidade, alimentação, edição genética, comunicação e outros temas contemporâneos. Um dos palestrantes é

mario Grieco
Mario Grieco

Mario Grieco, veterano da Monsanto e Pfiezer no Brasil. Ele é presidente da Knox Medical e um dos mais conhecidos empreendedores da maconha. Isso porque aposta fichas na planta e luta por sua legalização para fins medicinais no Brasil. Grieco quer vender medicamentos à base de cannabis a partir de R$ 40 no país. Mas, segundo ele, para conseguir este preço, a planta deve ser cultivada no Brasil.

O empresário mira em um mercado bilionário. A Anvisa permite o uso de medicamentos à base de maconha no Brasil, para fins medicinais, desde que o registro seja aprovado. Mas não há previsão legal para o plantio. O remédio Mevatyl, registrado em janeiro de 2017, é vendido no país por mais R$ 2 mil em função desses entraves.

A apresentação de Grieco em um dos seminários mais badalados da cidade coincide com o movimento da VerdeMed. Trata-se de uma startup integrada por médicos do Brasil e da Colômbia. A VerdeMed tenta levantar 20 milhões de dólares em dois anos para investir em remédios à base da cannabis sativa, a planta da maconha. A primeira rodada, que tenta levantar US$ 6 milhões, deve ser fechada ainda este ano.

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O plano da empresa é abrir o capital em 2021 no Canadá, onde fica a sede. Isso significa que, em três anos, qualquer investidor poderá comprar ações de uma empresa de maconha medicinal. Os ativos serão os registros de remédios e a operação de cultivo e extração do óleo da planta, na Colômbia. Os tratamentos com canabidiol, o princípio ativo, devem se expandir do Brasil para Colômbia, Chile e México.

Se você acha que a quantia de 20 milhões de dólares é muito dinheiro para investir em uma empresa de maconha, prepare-se. A Canopy Growth, empresa canadense de cannabis medicinal, tem valor de mercado de US$ 10 bilhões. Todas essas cifras e polêmicas estão no 1º CannX Brasil – Congresso Internacional de Medicina Canabinoide, em São Paulo, de 12 a 14 de novembro (segunda a quarta-feira). A conferência reúne grandes pesquisadores, especialmente de Israel e da América Latina.

Já as palestras do Wired Festival Brasil vão muito além da maconha. São temas variadíssimos, como “Startups e impacto positivo”, “Yoga para crianças” e “O futuro da alimentação”. Procure outras informações no site do evento, clicando aqui.


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