Mercado imobiliário do Rio tem vendas de R$ 3,8 bilhões | Diário do Porto


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Mercado imobiliário do Rio tem vendas de R$ 3,8 bilhões

Alta no mercado imobiliário sinaliza recuperação economômica na cidade, segundo análise da Ademi RJ. Maiores vendas aconteceram na Zona Sul

23 de fevereiro de 2021

Mercado imobiliário do Rio teve maiores vendas na Zona Sul (foto: Agência Brasil / Tânia Rêgo)

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Segundo a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi RJ), o Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos na cidade, em 2020, alcançou R$ 3,8 bilhões, contra R$ 3,6 bilhões de 2019. Os dados foram publicados pelo colunista Ancelmo Gois, de O Globo.

O crescimento de negociações no mercado imobiliário do Rio resultou, no último trimestre do ano, em quase R$ 2 bilhões em vendas, mostrando sinais de retomada econômica na cidade.

De acordo com a Ademi RJ, a Zona Sul vem puxando os lançamentos do mercado imobiliário, ocupando um lugar que, no passado, pertenceu à Zona Oeste. Flamengo, Leblon e Botafogo foram os campeões em vendas, entre 2017 e 2020.

O bom desempenho do Rio está em alinhamento com o que ocorreu no resto do país, que apresentou aumento de 9,8% no número de imóveis vendidos em 2020, em comparação com 2019, com crescimento de 16.955 unidades. Os dados fazem parte de pesquisa sobre o mercado imobiliário realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com o apoio da Confederação Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Mercado imobiliário sofre com alta dos materiais

Apesar desse resultado positivo, a pesquisa é reticente quanto ao futuro e alerta que a falta ou o alto custo de materiais foi o principal problema enfrentado por empresas do mercado imobiliário, no final do ano passado.

A sondagem identificou que 50,8% dos empresários do setor de imóveis apontaram esse como o principal desafio no 4º trimestre de 2020. A reclamação está de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas, que mostram alta de 19,6% nos preços dos materiais em 2020, a maior do período pós-real. Alguns materiais chegaram a registrar aumentos superiores a 50% no ano.


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