Mercado Imobiliário do Rio registra leve reação em 2021 | Diário do Porto


Imóveis

Mercado Imobiliário do Rio registra leve reação em 2021

Após o auge da crise da pandemia em 2020, preço do m² dos imóveis residenciais no Rio tem leve aumento. Porto e Centro saem do marasmo

18 de março de 2022

Presidente do Secovi RJ, Pedro Wähmann apresenta os dados do "Panorama do Mercado Imobiliario do Rio" em evento na Fecomércio RJ (DIÁRIO DO PORTO)

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O valor médio do m² para venda de imóveis residenciais no Rio teve ligeiro aumento de 6,6% em 2021 em relação ao ano anterior, o primeiro da pandemia, que registrou queda de 0,9%. Começou o ano com preço médio de R$ 8.655 e fechou dezembro valendo R$ 9.203,00. Esse foi um dos dados apresentados durante o evento “Panorama do Mercado Imobiliário Rio de Janeiro 2021”, organizado pelo Secovi Rio no Auditório da Fecomércio RJ.

Outro número relevante foi o de oferta de imóveis residências disponíveis para a venda.  O Rio fechou o ano com um total de 109.973 unidades residenciais disponíveis, aumento de 25,2% em relação ao último mês de 2020. Desse total, 2.689 unidades foram do Porto e Centro. Parece pouco quando comparado a regiões como Zona Oeste e Sul. Mas é o melhor resultado em anos para uma área que por muito tempo ficou fora do radar do poder público e do mercado imobiliário.

O bom resultado se deve a iniciativas como o “Reviver Centro”, programa da Prefeitura que concede incentivos fiscais para empreendimentos residenciais na região e aos novos empreendimentos do Porto como o Rio Wonder e o Rio Energy, da construtora Cury. Para Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio, o renascimento do Centro e Porto mostram o quanto uma ação do poder público pode transformaram uma região. “Esses números são a prova cabal de como o gestor público pode atuar para beneficiar uma região. O Reviver Centro criou uma nova realidade naquela área. São 17 licenciamentos aprovados até agora. Não tenho dúvida que o Centro será cada vez mais representativo no mercado imobiliário do Rio”, disse Schneider.

Rio muito atrás de São Paulo

O entusiasmo com o Centro e Porto é compartilhado por Cláudio Hermolin, presidente do Sinduscon-Rio. Para ele, a região é o lugar mais completo e bem-estruturado da cidade para se viver. “Costumo brincar que aqui do Centro o único lugar que você não consegue chegar é na Lua. Não fazia sentido que uma região que tem aeroporto, metrô, VLT e toda uma estrutura de lazer, serviços e entretenimento estivesse sendo desperdiçada. Felizmente estamos mudando essa realidade”, completou.

Apesar da leve reação do mercado, os números mostram o quanto o Rio ainda está atrás de outros mercados como São Paulo. O VGV (Valor Geral de Vendas) na cidade em 2021 atingiu a casa dos R$ 7 bilhões. Nos anos de ouro pré-Copa e Olímpiada, esse número foi de R$ 12 bilhões. Em 2021, a capital do estado vizinho bateu seu recorde de vendas chegando à marca de R$ 32 bilhões.


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