Imóveis

Ademi-RJ: mercado imobiliário se recupera na pandemia

Quedas foram grandes no início da pandemia, mas mercado imobiliário apresenta melhora mês a mês, atesta a Ademi-RJ. Reduções nas taxas de juros ajudam

8 de setembro de 2020
Imóveis atraem investimentos em tempos de insegurança, diz Ademi-RJ (Deposit Photos)

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O mercado imobiliário do Rio de Janeiro já demonstra bons sinais de recuperação dos efeitos da pandemia. Segundo Claudio Hermolin, presidente da Ademi-RJ (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário) e da Brasil Brokers, logo no início do surto de novo coronavírus, houve uma queda de aproximadamente 75% de vendas no mercado médio alto/alto padrão.

Em relação ao programa “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal, foram registradas em torno de 40% de vendas a menos. Já no mercado secundário (de seminovos), a queda foi de aproximadamente 60%. Segundo o presidente da Ademi-RJ, no entanto, os índices já vêm apresentando bom crescimento, inclusive com números superiores ao período antes da pandemia.

“A gente começou a perceber uma reação positiva, mês após mês. Maio foi melhor do que abril, o mês de junho foi melhor do que maio, o mês de julho foi melhor do que junho, e agora agosto foi melhor do que julho, com crescimento expressivo das 4 jornadas do cliente: crescimento na procura por imóvel, crescimento do agendamento de visitas, crescimento no número de propostas de compra de imóvel. Já superamos, em agosto, números melhores do que o período pré pandemia”, destacou durante uma live no Instagram do @aprendendo_realestate.


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Taxas menores impulsionam mercado

Mas por que o mercado vem apresentando uma reação positiva? Segundo Hermolin, o quadro pode ser explicado em três fatores:
– Redução da taxa de juros Selic;
– Redução da taxa de crédito imobiliário;
– Obras se mantiveram ativas em 85%, mesmo durante a quarentena.

Em relação a imóveis com valor acima de R$ 1,5 milhão, a redução da taxa Selic foi fundamental. “Olhando essa baixa taxa de juros (Selic), a pessoa que tem o recurso aplicado em algo que não está rendendo o que ela gostaria que rendesse, vem para o mercado imobiliário como forma de proteger seu patrimônio ou de tentar dar uma rentabilidade melhor para seu recurso. O imóvel sempre foi um porto seguro em momentos de instabilidade econômica”, explica o presidente da Ademi-RJ.

Já para o segmento mais popular, a redução da taxa de crédito imobiliário foi o que fez a diferença. “Para cada ponto percentual que a taxa de juros do crédito imobiliário cai, aumenta em 1 milhão o número de famílias que entram com capacidade de renda para adquirir um imóvel. O crédito SBPE, origem dos depósitos de poupança, caiu 2 pontos percentuais, foi de 8,5% para 6,5%. Em um financiamento de 30 anos, a prestação cai assustadoramente”, conclui.