Mata Atlântica ganha reservas particulares, no Rio | Diário do Porto

Sustentabilidade

Mata Atlântica ganha reservas particulares, no Rio

Doze proprietários rurais na Mata Atlântica se mobilizaram para a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), no interior do Estado

9 de novembro de 2020
Na Mata Atlântica, as reservas podem ter atividades de ensino, pesquisa e lazer, como na Reserva Biológica União, em Casimiro de Abreu (foto: ICMBio / Divulvação)

Compartilhe essa notícia:


Mesmo com os retrocessos ambientais e com a crise do país agravada pela Covid-19, proprietários rurais no Estado do Rio vêm tomando medidas para a preservação da natureza. Neste ano, pelo menos 12 se mobilizaram para a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), segundo informações da Fundação SOS Mata Atlântica.

As RPPNs são uma categoria de Unidade de Conservação criada voluntariamente por proprietários de terras, que destinam parte de suas propriedades para a conservação de florestas, além do que a legislação exige.

Entre março e agosto, 6 RPPNs foram criadas no Estado do Rio, a partir da aprovação dos processos de solicitação pelos órgãos ambientais. Ao todo, elas vão conservar mais de 90 hectares da Mata Atlântica.

Outros 6 proprietários deram entrada em processos para criação das reservas. Quatro no município de Varre-Sai, que totalizam 60 hectares, uma de 10 hectares em Nova Friburgo e outra de quatro hectares em São Pedro da Aldeia. Com isso, são mais de 70 hectares de Mata Atlântica que continuarão preservados na região.

Mata Atlântica tem 1.237 reservas particulares

“Os proprietários de RPPN são grandes guardiões da natureza e exercem a cidadania pelo bem da coletividade e do meio ambiente. São 1.237 reservas na Mata Atlântica e destas, apoiamos diretamente 397 com nossos parceiros, desde 2003. A conservação em terras privadas é fundamental para a Mata Atlântica, que possui 80% em mãos de particulares e essa agenda é prioritária para nós“, afirma Marcia Hirota, diretora executiva da SOS Mata Atlântica.

Apesar de serem Unidades de Conservação, as reservas privadas possibilitam atividades de lazer, educação, pesquisa e visitação, podendo ser inclusive uma opção de passeio para aqueles que desejam se reconectar com a natureza. Veja algumas reservas que podem ser visitadas.

“Covid-19 trouxe uma nova percepção de importância das RPPNs, além de tantas outras já conhecidas. O estado do Rio de Janeiro, do início da pandemia no Brasil, até hoje, teve resultados efetivos de criação e apoio à gestão de RPPNs“, afirma Roberta Guagliardi, advogada ambiental e coordenadora executiva do Projeto RPPN/Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro.

O Brasil possui 1.665 reservas privadas certificadas. Somente na Mata Atlântica são 1.237, que protegem 236 mil hectares do bioma. Para celebrar os 30 anos da primeira RPPN do Brasil, a Fundação SOS Mata Atlântica está realizando diversos eventos em homenagem aos proprietários destas áreasSaiba mais e participe.


LEIA TAMBÉM:

Rio recupera empregos perdidos para a Covid-19

Feira de Imóveis Online terá 5.000 ofertas

Fiocruz entregará vacina contra a Covid-19 em janeiro