A incorporação do futuro Navio Doca Multipropósito (NDM) “Oiapoque” à Marinha do Brasil está prevista para 30 de junho de 2026, marcando a entrada em operação do que será o segundo maior navio de guerra do país. A embarcação, atualmente em processo de revitalização na cidade portuária de Plymouth, na Inglaterra, deverá chegar ao Brasil em outubro do mesmo ano.
Adquirido da Marinha britânica, onde operava como HMS Bulwark, o navio passa por adaptações para atender às necessidades operacionais brasileiras. O valor pago pela Marinha do Brasil não foi divulgado, mas reportagens da imprensa britânica apontam algo próximo a R$ 145 milhões. A modernização do navio, com a qual terá uma vida útil de pelo menos 20 anos, inclui a integração de sistemas e ajustes logísticos. Há também o treinamento intensivo da futura tripulação brasileira, que já participa de cursos e exercícios práticos em território britânico.
Com 176 metros de comprimento e deslocamento de 18 mil toneladas, o NDM “Oiapoque” pode atingir velocidade de até 34 km/h. Projetado para operar até dois helicópteros de grande porte, o navio conta ainda com doca alagável e amplas áreas destinadas a operações anfíbias. Sua capacidade logística permite o transporte de carros de combate, viaturas, ambulâncias e hospitais de campanha, além de alimentos e medicamentos.
A tripulação será composta por até 290 militares, com capacidade adicional para cerca de 700 combatentes embarcados. As instalações incluem áreas de habitabilidade com condições para longas missões no mar.
No Brasil, o navio terá funções militares e humanitárias. Além de ampliar a capacidade de projeção de poder naval e defesa das águas jurisdicionais, o “Oiapoque” será empregado em missões de apoio logístico, resposta a desastres naturais e operações de ajuda humanitária, tanto no território nacional quanto em cooperação internacional.
Incorporado em 2005 para operar como navio de assalto anfíbio da Marinha do Reino Unido, o “Bulwark” teve papel relevante em operações militares e missões internacionais antes de ser desativado e negociado com o Brasil. Agora, sob o nome “Oiapoque”, inicia uma nova fase, voltada à ampliação da capacidade operacional e de resposta da Marinha brasileira em cenários de defesa e assistência.
Atualmente, o maior navio em operação na Marinha do Brasil é o porta-helicópteros multipropósito NAM Atlântico, incorporado à frota em 2018 após ser adquirido do Reino Unido, onde operava como HMS Ocean. Com cerca de 203 metros de comprimento e deslocamento aproximado de 21 mil toneladas, a embarcação tem capacidade para operar até 18 helicópteros e conta com uma tripulação de cerca de 300 militares, podendo ainda transportar tropas adicionais.
