Maricá vai comprar vacinas russas contra a Covid-19 | Diário do Porto

Saúde

Maricá vai comprar vacinas russas contra a Covid-19

Vacinas Sputinik V serão compradas pelo prefeito Fabiano Horta, para imunizar a população, depois de aprovação de lei que autoriza compra por prefeituras

13 de março de 2021


Maricá vista de cima da Pedra do Elefante, em foto antes da pandemia (foto: Prefeitura de Maricá / Divulgação)


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O prefeito de Maricá (RJ), Fabiano Horta (PT), divulgou nas redes sociais que vai comprar 400 mil doses das vacinas Sputinik V, produzidas pela Rússia contra a Covid-19. O objetivo é vacinar toda a população da cidade, que tem cerca de 170 mil moradores.

A compra de vacinas por prefeituras está prevista no projeto aprovado pelo Congresso e sancionado nesta semana pelo presidente da República. A nova lei também autoriza a compra por governos estaduais e empresas privadas, desde que as vacinas a serem compradas já tenham registro ou autorização temporária de uso no Brasil.

“Com a sanção de lei federal permitindo a compra de vacinas pelos municípios, determinei aos órgãos municipais que tomem as providências necessárias para a compra imediata de 400 mil doses da Sputnik V. Assim, vacinaremos toda a população de Maricá“, escreveu Fabiano Horta.

Vacinas têm que ser doadas ao SUS

A Sputnik V, que tem eficácia de 91,6%, ainda não foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão federal responsável pela autorização de vacinas e medicamentos no país. Há expectativas de que isso ocorra ainda em março.

Essa vacina foi desenvolvida na Rússia pelo Instituto Gamaleya, que tem acordo com o laboratório União Química para produção no Brasil.

A nova lei determina, segundo a Agência Brasil, que enquanto estiver em curso a vacinação dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, as vacinas deverão ser integralmente doadas ao Sistema Público de Saúde (SUS), mesmo que tenham sido compradas por empresas privadas.

Após a conclusão dessa etapa, o setor privado poderá ficar com metade das vacinas compradas desde que as doses sejam aplicadas gratuitamente. A outra metade deverá ser remetida ao SUS.

O texto também permite que Estados, Distrito Federal e municípios assumam a responsabilidade civil por eventuais efeitos adversos provocados pelas vacinas, desde que estes tenham obtido registro na Anvisa.

Pela nova lei, os governos locais podem contratar um seguro privado para cobrir os eventuais riscos das condições impostas por fornecedores em contrato.


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