Maracanã será rebatizado como Rei Pelé | Diário do Porto


Esporte

Maracanã será rebatizado como Rei Pelé

O Estádio Jornalista Mário Filho poderá se chamar Estádio Edson Arantes do Nascimento – Rei Pelé, caso o governador aprove o projeto de lei

10 de março de 2021

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, na Copa do Mundo de 1970 (Foto: Divulgação / Fifa)

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O Maracanã, maior palco do futebol mundial, até então batizado em tributo ao jornalista Mário Filho, vai se chamar ‘Edson Arantes do NascimentoRei Pelé’. A homenagem foi aprovada na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), nesta terça-feira 9.

A inciativa de mudança no nome do estádio partiu do deputado André Ceciliano (PT), presidente da Alerj. Ele  justifica o projeto (PL 3489/2021) como forma de homenagear Pelé, que no fim de 2020 completou 80 anos. O projeto segue agora para o governador em exercício, Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para sancioná-lo.

 

Pelé
Placas no estádio farão menção ao milésimo gol de Pelé (Foto: Ricardo Stuckert/CBF)

Homenagem a Pelé

Segundo a proposta, as placas contendo o nome do estádio deverão fazer menção ao milésimo gol do Pelé, caso a mudança seja aprovada. O Maracanã foi palco de momentos épicos da carreira de Pelé, incluindo o gol que deu origem à expressão “gol de placa”, em duelo contra o Fluminense, e o seu milésimo gol, marcado sobre o Vasco.

“O projeto de lei de minha autoria busca fazer com que Pelé receba uma homenagem do tamanho da sua importância não somente em relação ao esporte, mas para o Brasil enquanto nação. O ex-jogador sempre usou sua imagem e poder de fala para defender políticas públicas visando à melhoria das condições sociais dos mais necessitados, principalmente das crianças carentes”, disse o deputado.


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Maracanã ainda terá a memória de Mário Filho

O jornalista Mário Filho foi o idealizador da campanha para construção do Maracanã e por isso acabou homenageado no estádio. Ele foi um dos primeiros repórteres esportivos, ainda nos anos 1920, e colaborou muito para a popularização da cobertura jornalística do futebol.

Nos anos de 1940, lutou pela construção do estádio no terreno do antigo Derby Club, no bairro Maracanã, e defendeu que deveria ser o maior do mundo. Mário morreu em 1966 após um ataque cardíaco, ainda aos 58 anos.

De acordo com André Cecíliano, o jornalista continuará tendo sua memória eternizada ao dar nome ao Complexo Esportivo, que envolve ainda o ginásio Maracanãzinho e o estádio de atletismo Célio de Barros. “A ideia de rebatizar não significa substituir Mário Filho, que merecidamente dá nome oficial ao estádio. Trata-se, sim, da oportunidade de realizar uma homenagem adicional” explica.

 

 


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