MAR ressalta importância dos negros na história do país | Diário do Porto


Museus

MAR ressalta importância dos negros na história do país

Até o dia 3, MAR tem mostra de retratos de 200 personalidades negras que marcaram a história brasileira, com imagens reais e imaginadas

22 de junho de 2022

Exposição no MAR teve início em maio e termina no dia 3 de julho (Foto: MAR/Divulgação)

Compartilhe essa notícia:


Até o dia 3 de julho, o Museu de Arte do Rio ( MAR) apresenta uma exposição de retratos de afrodescendentes importantes na história do Brasil, somando imagens reais com representações fictícias feitas por artistas contemporâneos sobre personagens que nunca tiveram suas figuras registradas. O objetivo é dar visibilidade à importância dos negros na construção do país.

A exposição “Coleção MAR + Enciclopédia Negra” quer ser também uma reparação histórica, ao trazer retratos de personalidades negras que viveram até o século 19, quando só os nobres e ricos eram representados.

O projeto Enciclopédia Negra é composto pelo trabalho de 36 artistas contemporâneos que reproduziram retratos dos biografados e, em muitos casos, criaram imagens para rostos que haviam sido apagados pela falta de registros visuais na história. Uma das curadoras do projeto, Lilia Schwarcz, ressalta a importância da exposição no MAR. “Essa é uma exposição em que o público irá ao encontro a uma nova forma de se ver, estar e experimentar esse Brasil numa visão mais inclusiva e mais plural porque ela enfrenta de maneira direta uma política de apagamento das populações negras”, afirma a curadora.


LEIA TAMBÉM:

UFRJ aprova cotas nos cursos de pós-graduação

Projeto da Alerj para recuperar o Centro agora é lei

Prainha terá primeiro quiosque do Rio com energia solar


Exposição MAR
Exposição no MAR tem retratos de personalidades negras da história, como Maria Jesuína, mãe do rei do Daomé (Foto: MAR/Divulgação)

Exposição no MAR coloca os negros em destaque

O trabalho resultou ainda num livro que reuniu biografias de mais de 550 personalidades negras, em 416 verbetes individuais e coletivos, publicado em março de 2021 pela Companhia das Letras. Os curadores do MAR, Marcelo Campos e Amanda Bonan, também criaram um diálogo, sobretudo, com a coleção africana e afro-brasileira do Museu de Arte do Rio.

“A exposição é constituída de retratos de personalidades negras da história como políticos, artistas, sambistas, advogados e engenheiros, que foram historicamente importantes, mas que não tiveram seus retratos produzidos. Esses registros, em sua maioria, são ficções, porque você não conhece as imagens dessas pessoas e cada artista criou seus recursos para trazer esse corpo que nunca foi visto até esse momento histórico de ser retratado”, comenta Marcelo Campos.

 


/