Maioria do comércio de Petrópolis volta a funcionar | Diário do Porto


Comércio

Maioria do comércio de Petrópolis volta a funcionar

Pesquisa da Fecomércio RJ aponta que 74,9% dos negócios da cidade voltaram a funcionar após as chuvas. Prejuízo médio de cada comerciante é de R$ 27,4 mil

10 de março de 2022

Maioria dos estabelecimentos comerciais de Petrópolis já reabriu as portas após a tragédia (Fernando Frazão/Agência Brasil)

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Vinte dias após o temporal que atingiu Petrópolis, o Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) fez uma nova pesquisa do impacto causado no comércio local. Na sondagem feita entre os dias 7 e 10 de março com 303 empresários do setor de bens, serviços e turismo do município, 74,9% dos comerciantes disseram que já abriram seus negócios, enquanto 25,1% ainda não. A pesquisa mostra que o prejuízo médio estimado para cada empreendedor da cidade imperial foi de R$ 27.413,00.


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Seis de cada dez comerciantes em Petrópolis tiveram perda de faturamento

Desde que reabriram seus comércios, 61,7% dos entrevistados disseram que tiveram perda ou queda do faturamento e falta de demanda por parte dos consumidores; 21,6% relataram precariedade na infraestrutura da cidade, enquanto 3,5%, precariedade na infraestrutura do estabelecimento. Tiveram problema com a reposição de mercadoria 2,6%; 1,3% disseram que o principal problema foi o quadro de funcionários reduzido. Do total de ouvidos, 6,2% afirmaram que não vêm enfrentando problemas, enquanto 3,1% tiveram outros problemas depois da reabertura de seus negócios.

Em sua primeira pesquisa sobre o impacto da chuva no comércio de Petrópolis, nos dias 16 e 17 de fevereiro, o IFec RJ constatou que o prejuízo estimado dos empresários ficou acima dos R$ 78 milhões.

Quase três semanas após a tragédia, segundo a equipe Técnica e Científica da Polícia Civil o município registra 233 óbitos, sendo 138 mulheres e 95 homens, entre os quais 44 são menores. No momento, 1014 pessoas, que moravam em áreas de risco, continuam acolhidas em 25 abrigos temporários em escolas públicas, além dos estruturados voluntariamente em associações, ONGs e entidades pelas comunidades.


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