Luiza Brunet chora em campanha contra assédio no trabalho | Diário do Porto


Segurança

Luiza Brunet chora em campanha contra assédio no trabalho

Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSDH) vai mandar questionários para pesquisar o assédio no trabalho

20 de março de 2019

Luiza Brunet, emocionada: "causa me realiza como cidadã e como mulher" (Michel Almeida/Divulgação)

Compartilhe essa notícia:


O cerco vai se fechando contra os chefes truculentos ou metidos a engraçadinhos com as mulheres – o tipo de sujeito que ainda não entendeu que a civilização precisa avançar. A Secretaria Estadual de Desenvolvimento e Direitos Humanos (SEDSDH) lançou uma pesquisa para identificar mulheres que estejam sofrendo assédio moral, sexual ou profissional no ambiente de trabalho. A secretária Fabiana Bentes quer alertar as empresas sobre a importância da criação de medidas de proteção e garantia para as trabalhadoras no âmbito empresarial.

O questionário pode ser respondido de forma anônima ou com identificação, a critério da funcionária. Um link com a enquete deverá ser encaminhado às empresas por entidades como Firjan, Fecomércio e Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). Além das informações concretas sobre casos de assédio, a secretária quer usar o resultado para capacitar as empresas a evitar e combater os constrangimentos.

“Queremos que as mulheres tenham um ambiente de trabalho saudável e digno. É muito importante que as empresas promovam reflexões e capacitações e se preparem para evitar que ocorra qualquer tipo de assédio ou constrangimento em seus espaços”, explica a secretária. A madrinha da causa é a empresária e ativista da defesa dos direitos da mulher Luiza Brunet.

 


LEIA MAIS:

Sai fora, cara. Não é não!

L’Oréal premiará sete mulheres cientistas com R$ 50 mil cada

Witzel sanciona lei que proíbe cargos a condenados na Maria da Penha


 

Luiza emocionou-se ao receber uma placa em reconhecimento à sua coragem em denunciar a violência doméstica praticada pelo ex-marido. ela lembrou a infância e contou ter sofrido assédio no trabalho. “

Luiza Brunet se emociona ao receber homenagem de Fabiana Bentes
Luiza Brunet se emociona ao receber homenagem de Fabiana Bentes (Michel Almeida/Divulgação)

Eu cresci em um lar violento na infância e sei o quanto isso faz mal à criança. Aos 12 eu comecei a trabalhar em uma casa de família e sofri todo tipo de abuso e, assim, tive que aprender a me defender. No meu terceiro relacionamento eu sofri agressão física e foi aí que eu percebi que sofri violência a vida inteira. Foi então que resolvi que não ia me calar, que ia romper o silêncio. Estar trabalhando por essa causa me realiza como cidadã e como mulher”, disse Luiza Brunet.

A secretaria espera que cerca de 500 questionários sejam respondidos em até 45 dias e o resultado da pesquisa está previsto para ser divulgado em 60 dias.