Lojas Caçula: história de sucesso para inspirar 2019 | Diário do Porto


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Lojas Caçula: história de sucesso para inspirar 2019

Os irmãos Castro não param. Encerramos 2018 com a história das Lojas Caçula para deixar uma mensagem de otimismo a quem tem medo de investir na crise

30 de dezembro de 2018

Marco Antônio e Sebastião, os irmãos Castro, da Caçula: animação em tempos de crise

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Marco Antônio e Sebastião, os irmãos Castro, da Caçula, lado a lado
Marco Antônio e Sebastião, os irmãos Castro, da Caçula: animação em tempos de crise

“A crise é a melhor hora para se investir. O momento em que tudo está parado é o melhor momento porque, quando a economia voltar a se aquecer, você já está preparado.” Não, esta não é só uma mensagem de fim de ano para leitores empreendedores. É lição de verdade de quem sabe o que diz e o que faz. No caso, Marco Antônio Castro, um caçula colecionador de vitórias de uma marca cheia de seguidores: a Lojas Caçula.

O DIÁRIO DO PORTO escolheu a trajetória de Castro para inspirar, neste fim de ano, quem entra em 2019 com a pulga atrás da orelha, sem saber se casa, se compra uma bicicleta, se investe ou faz poupança. A decisão do Castro caçula foi em 1982, quando abriu a primeira das Lojas Caçula na Rua Buenos Aires, centrão do Rio.

Nada indicava que Marco Antônio Castro iria tão longe com a simples lojinha de botões, um armarinho como tantos outros. Logo veio a parceria com o irmão mais velho, Sebastião Castro, e o crescimento do negócio. Hoje a marca tem 20 lojas Caçula espalhadas pelos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

 


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E o mais importante de tudo, para quem não entendeu a diferença que faz, para o país, investir dinheiro em banco ou na produção da economia real: são 2.300 funcionários na rede hoje. A expectativa, na contramão dos pessimistas, é aumentar.

Duas lojas e um novo negócio em 2018

Só este ano foram abertas lojas Caçula na Barra da Tijuca e em Campos dos Goytacazes. Está bom para você? Para os Castro, não. A Caçula acaba de inaugurar um andar inteiro na loja de São Cristóvão. E não para de procurar marcas e produtos para trabalhar em parceria. Os Castro não são fáceis.

“Eu acredito muito no país, e por isso procurei investir. O momento em que tudo está parado é o melhor momento, porque quando a economia voltar a se aquecer, você já está preparado. As coisas estão melhorando gradualmente, eu sinto isso”, diz o irmão caçula.

 

Loja da Caçula na Rua Buenos Aires, com tecidos e aviamentos
Loja da Caçula na Rua Buenos Aires, onde tudo começou

 

O nome da rede, naturalmente, tem a ver com o fato de Marco Antônio ser o mais novo dos irmãos. E foi dele a ideia da pequena lojinha que foi crescendo, crescendo, incorporando aviamentos, papelaria, artesanato, desenho, pintura, bijuterias, bazar, decoração, tecidos, carnaval, suprimentos de informática e limpeza. Ao todo, são cerca de 40 mil itens à venda. A gente se cansa só de pensar no trabalho do contador em dia de balanço. E é lógico que ainda vendem pela internet, no Portal Caçula.

Produzindo até o cliente

A mais nova fronteira aberta é decoração de festas. Começa modesta, mas nem tanto: um andar inteiro na loja de São Cristóvão, coladinho ao Porto Maravilha. São mais de 1.800 novos produtos. A ideia é investir para que “o cliente encontre tudo”, segundo o gerente de Marketing, Vinicius Emiliano. “Para festas, oferecemos desde o convite, passando por toda a decoração, até doces e lembrancinhas”, propagandeia.

A Lojas Caçula também produz seus próprios clientes. É o que acontece quando oferece cursos de artesanatos a preços baixos, ensinando a fazer e comercializar embalagens, cartonagem, costura e bordados em geral, biscuit, boneca de pano e bijuteria. A rede só aumenta. “Assim, completamos 36 anos. Que venham muitos outros! ”, diz Marco Antônio, o caçula da Caçula.


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