Lixeiras começam a voltar às ruas do Rio | Diário do Porto


Infraestrutura

Lixeiras começam a voltar às ruas do Rio

Prefeitura começa por Copacabana a reposição de lixeiras. Ladrões, vândalos e falta de reposição deixam cidade só com a metade dos equipamentos necessários

17 de janeiro de 2019

Prefeito ajuda gari a instalar papeleira em Copacabana (Foto Edvaldo Reis)

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Se você é do tipo que não joga papel no chão de jeito nenhum, deve estar chegando em casa com os bolsos cheios de lixo. Sim, as lixeiras estão em falta por toda a cidade, incluindo áreas turísticas, o que faz a Cidade Maravilhosa passar vergonha diante dos visitantes. Mas nesta quinta-feira uma luz surgiu nesse túnel de sujeira: a Prefeitura anunciou a volta das lixeiras. Começando por Copacabana.

O prefeito Marcelo Crivella iniciou a entrega de 15 mil papeleiras e 12 mil contêineres de lixo, que serão instalados em ruas e praias. Segundo ele, foi negociado com os fornecedores a antecipação da entrega dos equipamentos. Cada papeleira custou R$ 88,33. Já o preço unitário do contêiner foi de R$ 284,99.

“A população pode ficar tranquila porque estamos recolocando as ‘laranjinhas’ (papeleiras) na cidade inteira”, disse o prefeito. Ele aproveitou para fazer um apeço à população para cuidar das lixeiras e denunciar os atos de vandalismo ligando para o 1746. “Por favor, mande uma foto do seu celular mostrando o ato de vandalismo para que a gente possa tomar providências“, pediu o prefeito.

No dia anterior, Crivella provocou uma polêmica ao dizer que pessoas roubam e usam as lixeiras “como balde de gelo nos bailes funks e em outras festividades”. Vândalos e ladrões, segundo a prefeitura, chegam a sumir com até 25% das papeleiras em algumas áreas.

A Comlurb tinha instalado 64.616 unidades pela cidade, mas 13.600 já foram vandalizadas. Outras 17 mil foram perdidas por motivos diferentes, sendo 18% por furtos, entre 9% e 10% por se tornarem sucata e 72% sofreram desgaste natural, sendo retiradas. Restavam cerca de 34 mil papeleiras, ou seja, um pouco mais da metade do que a cidade tinha – e que já não era o melhor dos mundos, como todo carioca sabe.

 


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No caso dos contêineres, há mais furto do que vandalismo. Em três anos, o percentual de furto, danos e fim de vida útil desse tipo de equipamento chegou a 70%. No Carnaval, segundo a Prefeitura, 19% dos contêineres colocados para atender aos blocos foram levados por ladrões. No Sambódromo e Terreirão, o índice teria chegado a 21%. De acordo com a Comlurb, dos 750 contêineres colocados em Copacabana no réveillon, 121 foram roubados.

“A população tem que se conscientizar que o bem público é como a extensão de sua própria casa. Temos que zelar e preservar”, pediu o presidente da Comlurb, Tarquínio Almeida. A reposição começará nas áreas onde a companhia detectou maior necessidade. No caso das papeleiras, a prioridade será pelo fluxo de pedestres, nos centros comerciais, pontos de ônibus e de táxi.

Para dificultar um pouco a ação de vândalos e ladrões, as papeleiras passaram por estudos, e os novos equipamentos são mais resistentes, com retirada mais difícil. Elas duram cinco anos quando bem cuidadas, usadas apenas para pequenos resíduos. Com lixo domiciliar, caixas e objetos grandes, a vida útil cai. Já os contêineres, além dos ladrões, estão mais expostos aos efeitos da maresia, sol e chuva, demandando mais cuidados.


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