Linha 3 do VLT inicia operação e estimula comércio | Diário do Porto


Mobilidade

Linha 3 do VLT inicia operação e estimula comércio

O novo trecho do VLT Carioca liga a Central ao aeroporto em 18 minutos. A expectativa é que o número diário de usuários ultrapasse os 100 mil

25 de outubro de 2019

VLT em frente à igreja de Santa Rita, na Avenida Marechal Floriano (Foto: divulgação)

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Quase um ano após sua conclusão, finalmente a Linha 3 do VLT do Rio vai começar a operar com passageiros. As primeiras viagens acontecem neste fim de semana, após as 12h do sábado. O início da operação traz esperança aos comerciantes da avenida Marechal Floriano, que viram o movimento diminuir com as obras para colocação dos trilhos e depois sofreram com a falta de operação do sistema.

A Linha 3 liga a Central do Brasil ao Aeroporto Santos Dumont, em viagens que prometem durar 18 minutos, em média. O percurso conta com 10 paradas, sendo três novas: Cristiano Ottoni-Pequena África, na região da Central; Camerino-Rosas Negras e Santa Rita-Pretos Novos , na Marechal Floriano.

Os nomes das estações são homenagens à cultura africana. Eles foram escolhidos em consenso com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidades do movimento negro e sociedade civil.


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As paradas Central e Cristiano Ottoni/Pequena África terão serviço compartilhado com a linha 2. Já as da Candelária, Sete de Setembro, Carioca, Cinelândia, Antônio Carlos e Santos Dumont atenderão às linhas 1 e 3. Os intervalos entre os trens serão de aproximadamente três minutos.

A expectativa é que o número diário de usuários ultrapasse os 100 mil. O VLT agora tem uma extensão ferroviária de 28 quilômetros, com 29 estações e 32 trens que, diariamente, circulam pelo Centro e Região Portuária.

Percurso do VLT Carioca pelo Centro e Região Portuária (Foto: divulgação)

 

A entrada em operação da Linha 3 só foi possível após um acordo firmado entre a Prefeitura e a Concessionária do VLT, no último dia 15. As duas partes concordaram em rever pontos do contrato, de forma a não haver prejuízos para nenhum dos lados.

Um grupo de trabalho irá analisar as mudanças possíveis até meados do próximo ano. Entre os pontos discutidos estão a possibilidade de operação do sistema durante as 24 horas, a revisão do valor das tarifas e a diminuição dos número de ônibus trafegando pelo centro da cidade.


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