Lewis Hamilton é contra derrubar floresta para autódromo no Rio | Diário do Porto

Sustentabilidade

Lewis Hamilton é contra derrubar floresta para autódromo no Rio

Hamilton, que se tornou o piloto mais vitorioso da Fórmula 1, já disse que é contra a derrubada das 200 mil árvores da Floresta do Camboatá

26 de outubro de 2020
Lewis Hamilton, o piloto mais vitorioso da Fórmula 1, já se manifestou contra a derrubada da Floresta do Camboatá, no Rio (foto: Agência Brasil)

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O piloto inglês de Fórmula 1, Lewis Hamilton, que nesse domingo, 25/10, em Portugal, tornou-se o mais vitorioso da história da categoria, também tem se notabilizado por suas atitudes antirracistas e em defesa do ambiente. No início do mês, manifestou-se novamente contra a derrubada da Floresta do Camboatá para a construção no novo autódromo do Rio, o que já havia feito no ano passado.

Hamilton, que figura entre as pessoas mais influentes do planeta, segundo o ranking da revista Time, chegou, aos 35 anos, à vitória de número 92 em sua carreira e pode fechar 2020 com seu sétimo título mundial. Nos 70 anos da Fórmula 1, foi o primeiro negro a disputar corridas pela categoria.

No início do mês, durante entrevista na Alemanha, Hamilton voltou a falar contra a derrubada da Floresta do Camboatá, em Deodoro, na Zona Norte do Rio. “Não sei todos os detalhes, mas ouvi dizer que será potencialmente sustentável. Mas a coisa mais sustentável que você pode fazer é não derrubar nenhuma árvore, especialmente num momento em que estamos lutando contra uma pandemia e em que continua a haver uma crise global em todo o mundo. Com o desmatamento e tudo mais, não acho que seja uma jogada inteligente pessoalmente. Não tenho os detalhes do porquê, mas não é algo que eu pessoalmente apoio”, afirmou  Hamilton.

A Floresta do Camboatá é descrita como a última grande área plana remanescente da Mata Atlântica na cidade do Rio, contendo cerca de 200 mil árvores. Ativistas que defendem a floresta dizem que não são contra o autódromo, mas que ele deve ser construído em outro lugar, no próprio bairro, em áreas utilizadas durantes os Jogos Olímpicos ou em campos de exercícios militares do Exército.

Hamilton defende causas antirracistas e ambientalistas

No ano passado, o Ministério Público Federal moveu uma ação civil pública contra a construção do autódromo na Floresta do Camboatá, dizendo que a vegetação encontrada lá está entre as mais ameaçadas de extinção, como jequitibá, jacarandá, braúna e grápia, além de animais como mão-pelada, saira-sapucaia, trinca-ferro, capivara e jacaré-do-papo-amarelo.

Hamilton se tornou vegano, em 2017, e tem cada vez mais tomado atitudes em defesa da diversidade e das causas ambientais. Sobre o fato de haver contradição entre defender o ambiente e ser piloto de uma categoria que tem emissões de gases poluentes, ele se explica dizendo que  procura usar sua projeção profissional para defender suas causas. “Eu respeito totalmente as pessoas que têm opiniões negativas porque eu sou piloto. Mas lembrem-se que, se eu não corresse e mencionasse essa questão, ninguém me ouviria. Faço o que eu faço porque amo, mas também porque acho que isso pode criar uma plataforma para eu gerar mudança.”


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