Lei obriga câmeras de segurança em ferros-velhos | Diário do Porto


Segurança

Lei obriga câmeras de segurança em ferros-velhos

Medida busca combater e diminuir comércio ilegal de materiais como fios de cobre, peças de metal e outros equipamentos nos ferros-velhos da cidade

10 de novembro de 2021

Agentes da Secretaria de Ordem Pública apreendem materiais de origem suspeita em ferro-velho do Centro (divulgação/Prefeitura RJ)

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Os ferros-velhos, sucatas e similares do deverão implantar sistema de monitoramento de imagens. É o que determina a Lei Complementar aprovada pela Câmara Municipal do Rio e sancionada pelo prefeito Eduardo Paes A medida visa combater os recorrentes furtos de cabos de energia, de internet e objetos de metal nas ruas e nos modais de transporte da cidade, que vêm provocando impactos negativos na vida da população e das empresas que atuam no município.

De acordo com o texto, todos os estabelecimentos que comercializam sucatas, peças usadas ou congêneres, produtos de metais, fios e objetos de cobre, serão monitorados por meio de câmeras de segurança.

Em caso de suspeita ou denúncia de compra e venda de material de procedência duvidosa ou de constatação de comercialização de produtos sem nota fiscal ou comprovante de origem nos ferros-velhos, o órgão municipal responsável poderá providenciar o envio das imagens à autoridade policial competente. As imagens deverão ficar à disposição para fins de checagem por um período de três meses.

Um dos autores do projeto, o vereador Carlo Caiado (DEM), destaca o papel da legislação municipal no combate ao problema. “Embora o roubo e furto de cabos e peças seja uma questão criminal, de outras esferas, podemos agir na outra ponta, coibindo a revenda e receptação desses materiais, ajudando a fechar o cerco contra essa prática que prejudica milhares de cariocas todos os dias”, afirma.

Os números divulgados pelas Light apontam que os furtos na rede elétrica já deixaram mais de 10 mil pessoas sem luz em 18 meses. Já a Supervia informou que nos primeiros oito meses de 2021 foram mais de 22 mil metros de cabos furtados, o que ocasionou o cancelamento de 862 viagens no modal. Dados da Rioluz indicam que 30 mil metros de cabos da iluminação pública são furtados por mês, o que equivale a um prejuízo mensal de R$ 80 mil a R$100 mil.

 


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