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Inovação

labGov.RIO quer ser um grande centro de inovação no Porto

Investimento inicial no labGov RIO é de R$ 2,6 milhões. Doze empresas privadas serão parceiras do projeto que prevê apoio a 144 startups

7 de outubro de 2019
O galpão, de 2,8 mil m², no Santo Cristo, vai abrigar até 144 startups (Foto: Marco Antonio Rezende/ Prefeitura)


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Com um investimento público inicial de R$ 2,6 milhões, a Prefeitura do Rio lançou ontem o labGov.RIO, que promete ser um grande centro de inovação, em um galpão de 2,8 mil metros quadrados no Santo Cristo, no Porto Maravilha. O projeto deve estar pronto até o final deste ano.

O local é um imóvel da Cdurp (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto), empresa municipal, que terá infraestrutura para receber até 144 startups, empresas com base tecnológica que desenvolvem soluções inovadoras em diferentes segmentos.

O projeto é gerido pela Fomenta Rio, empresa de capital misto, criada pela Prefeitura, em parceria com o IplanRio e o Centro de Operações Rio (COR). A estrutura do galpão terá fibra ótica para internet de alta velocidade, salas de reunião, local para eventos e um espaço de co-working com 752 posições de trabalho.

Segundo o diretor de inovação da Fomenta Rio, Leonardo Soares, o objetivo do labGov.RIO é gerar novos negócios, investimentos e empregos. “Vamos realizar chamamentos públicos para selecionar tanto as startups quanto a empresa que contrataremos para fazer a gestão do local. Teremos um ambiente repleto de empreendedores, pesquisadores, cientistas, desenvolvedores e, também, investidores. Ou seja, todos aqueles que gravitam em torno do ecossistema da inovação”, afirmou Soares.

O projeto ainda tem o objetivo de dar oportunidades aos jovens e aos empreendedores das comunidades do entorno do galpão, como a Providência e o Morro do Pinto, fornecendo capacitação para que também possam participar do mercado de trabalho e de inovações.


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O projeto prevê que serão criadas 12 áreas de atuação, chamadas de verticais, dedicadas a temas que estejam relacionados à economia do Rio, como petróleo e gás, mercado financeiro, seguros, tecnologia da informação, entre outros. Para cada um deles, haverá um parceiro privado, que irá financiar os trabalhos de pesquisa e desenvolvimento das startups.

A previsão de Leonardo Soares é que esse apoio privado chegue a cerca de R$ 7,2 milhões ao ano. Isso dará sustentabilidade ao projeto e fará com que não seja necessária a continuidade dos aportes públicos.

Na medida em que as startups tenham sucesso e se transformem em empresas, a expectativa é de que cedam 3% de sua participação societária para a Fomenta, outros 3% para a empresa que pagou pela sua manutenção no espaço e 2% para a gestora do espaço, a ser escolhida por chamamento. Essa divisão, segundo a Prefeitura, faz parte do plano de negócios para que o projeto seja sustentável, podendo, inclusive, ser lucrativo.