Japão prepara liberação dos cassinos e quer ultrapassar Macau | Diário do Porto

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Japão prepara liberação dos cassinos e quer ultrapassar Macau

Em Macau, na China, cassinos movimentam R$ 200 bilhões por ano. No Brasil, legalização é debatida há quase 30 anos e poderia beneficiar o Porto Maravilha

19 de junho de 2020
Ex-colonônia portuguesa, Macau, na China, tem 41 cassinos e recebe 35 milhões de turistas por ano (foto: Divulgação)

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O Japão prepara para o próximo ano a abertura de resorts integrados, para aumentar o turismo no país. Esses empreendimentos reúnem num mesmo complexo estruturas hoteleiras, casas de shows, centro de convenções e cassinos. O objetivo é superar Macau, na China, como grande centro asiático para o público interessado em jogos.

Macau, ex-colônia portuguesa e, desde 1999, território chinês, tem 41 cassinos, que movimentam cerca de US$ 40 bilhões por ano, algo em torno de R$ 200 bilhões. A cidade recebe 35 milhões de turistas anualmente. Grandes grupos americanos investem por lá, incluindo a MGM Resorts Intenational e Wynn Resorts, fazendo a economia local prosperar.

O Japão discute a legalização dos resorts integrados desde 2016. No Brasil, o Congresso Nacional debate a volta da liberação dos cassinos há quase 30 anos e um projeto que permite a instalação dos resorts integrados está parado na Câmara dos Deputados, aguardando ser votado.

Legalização dos cassinos beneficiaria Porto Maravilha

Caso fosse aprovado, o projeto que está na Câmara permitiria a instalação de no máximo 3 resorts integrados por Estado, dependendo da população local. Estados menores só poderiam ter 1, os intermediários, 2. No Rio, o local mais cogitado para a construção de um empreendimento desse tipo é o Porto Maravilha.

Para os japoneses, a instalação dos resorts integrados é vista como uma forma de dinamizar a economia do país, hoje a terceira do mundo, atrás dos Estados Unidos e da China.


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Atualmente, já há jogos legalizados no Japão, sendo o pachinco a modalidade mais conhecia. Há cerca de 20 mil estabelecimentos desse tipo no país. Neles, os apostadores fazem uso de máquinas parecidas com os antigos pinballs e os prêmios são em produtos, que vão desde artigos eletrônicos a alimentos, mas que podem ser convertidos em dinheiro.

Os pachincos são locais modernos, com ambientes atrativos, e estão instalados nas principais ruas das grandes cidades do Japão, mas não possuem a diversidade de opções de jogos dos cassinos e nem permitem apostas em grandes quantias.

Nos debates que antecederam a permissão para instalação de resorts integrados, os japoneses manifestaram preocupação de que os cassinos pudessem estimular o vício por jogos. Uma das soluções que talvez seja adotada a partir do próximo ano é a liberação gratuita dos cassinos apenas para turistas estrangeiros e só permitir a entrada de cidadãos locais cobrando alto valor para o ingresso.