Itaboraí: Petrobras torna oficial frustração do Comperj | Diário do Porto

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Itaboraí: Petrobras torna oficial frustração do Comperj

Petrobras confirma fim do projeto de concluir o Comperj em Itaboraí com a chinesa CNPC. Momento atual é de vender ativos, reforça o presidente da estatal

20 de dezembro de 2019


Roberto Castello Branco: hora de vender ativos (foto Tania Rêgo/Agência Brasil)


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Tudo na estaca zero em Itaboraí, onde o sonho do complexo petroquímico virou frustração, ferrugem e um prejuízo faraônico. A Petrobras confirmou oficialmente que não chegou a um acordo com a empresa chinesa CNPC para finalizar as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). É um revés importante para o Rio, em um momento em que o mercado se anima com as perspectivas abertas pela indústria de óleo e gás, especialmente no Porto Maravilha, o ambiente de negócios por excelência da indústria do petróleo em um futuro breve.

Na semana passada, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, já tinha antecipado a desistência em um café com jornalistas. Segundo nota divulgada pela Petrobrás na noite de quarta-feira 18, a Petrobras e a CNPC concluíram, com base em estudo de viabilidade econômica, que a finalização da refinaria não é atrativa economicamente, e o acordo de parceria estratégica foi encerrado.

Na conversa com os jornalistas, Castelo Branco afirmou que a construção da refinaria, em cuja construção não há parceiros interessados, seria incoerente com o Plano Estratégico da Empresa, que está mais para a venda do que para a ampliação de ativos.

“Não faz sentido. Estamos no negócio de vender refinarias, não de construir refinarias. Seria uma contradição. […] Os números mostraram que ela não é economicamente viável. […] Sendo bem franco com vocês, eles (chineses) não tinham muito interesse neste projeto (construir a refinaria). O projeto não existe mais. Se provou, nos estudos, que o projeto é economicamente inviável. Certamente eles não querem participar, ninguém quer”, afirmou.


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Outros acordos, que envolviam a participação de 20% da chinesa no aglomerado de campos de Marlim (Marlim, Voador, Marlim Sul e Marlim Leste), também foram encerrados. Isso levou o Conselho de Administração da Petrobras a encomendar um levantamento de alternativas para a área do Comperj.

Uma das opções seria integrar a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) a algumas unidades do Comperj para a produção de lubrificantes básicos e combustíveis. Os produtos seriam enviados para processamento de Caxias para Itaboraí, por meio de dutos. Por outro lado, a Petrobras afirma que estuda novas parcerias com a CNPC.

Outros projetos

Um dos projetos em análise é a construção de uma termelétrica em parceria com outros investidores, utilizando gás natural do pré-sal. Outro é o Projeto Integrado Rota 3, que abrange o gasoduto Rota 3 e a unidade de processamento de gás natural (UPGN), para escoar 21 milhões de metros cúbicos por dia de gás do pré-sal a partir de 2021.

Fonte: Agência Brasil