Invasão artística da Itália no Rio | Diário do Porto

Arte

Invasão artística da Itália no Rio

Centro Cultural dos Correios recebe três exposições que têm a Itália como mote e inspiração. Mostras ficam em cartaz até outubro

10 de setembro de 2021


Projeto de António Januzzi, Moinho Fluminense é atração de exposição “Dell’Architettura – Investigação Fotográfica sobre a Influência Italiana na Paisagem Carioca” (divulgação)


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A Itália invadiu o Rio. Três grandes exposições que tem o país europeu como mote e inspiração acontecem simultaneamente no Centro Cultural dos Correios,, no Centro. A iniciativa partiu do Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro (IIC-RJ) e ganhou o nome de Ocupação Itália. São elas “Dell’Architettura – Investigação Fotográfica sobre a Influência Italiana na Paisagem Carioca; Praças [In]visíveis” e “Poéticas dos Espaços”.

Há muito da Itália nas fachadas, prédios e edifícios do Rio e isso será revelado na mostra “Dell’Architettura – Investigação Fotográfica sobre a Influência Italiana na Paisagem Carioca”, do fotógrafo, professor e artista visual Aristides Corrêa Dutra. A exposição traz 37 painéis fotográficos em preto e branco de prédios projetados e ou executados por 16 arquitetos italianos. São joias como o Moinho Fluminense, projetado por António Januzzi (1853–1949); a construção que abriga hoje a Escola de Artes Visuais (EAV), no Parque Lage, projetada por Mario Vodret (1893–1948); ou a do Hospital da Cruz Vermelha, obra de Pietro Campofiorito (1875–1945). A curadoria é do próprio Aristides em parceria com Lívia Raponi, diretora do Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro.


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Uma itália vazia e pandêmica

Uma imagem comoveu o mundo em março de 2020: a da missa celebrada pelo Papa Francisco para uma Praça de São Pedro totalmente vazia. Outras tantas praças italianas ficaram esvaziadas durante a pandemia. Tais detalhes são a tônica de “Praças [In]visíveis”, com imagens de 21 logradouros públicos fotografados por diferentes autores e comentados, respectivamente, por escritores e poetas italianos da atualidade. São fotógrafos como Olivo Barbieri, Jacopo Benassi, Luca Campigotto e Michele Cera, cujas imagens ilustram textos de autores como Edoardo Albinati, Carlo Carabba, Francesco Cataluccio e Liliana Cavani, entre outros. A mostra tem curadoria de Marco Delogu e é uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores da Itália e dos Institutos Italianos de Cultura mundo afora.

O artista visual Umberto Nigi nasceu na Ilha de Gorgona, Itália, mas é o que podemos chamar de cidadão do mundo. O trabalho como engenheiro levou-o a morar de forma temporária em países como Egito, Inglaterra, África do Sul, Croácia e o Brasil, onde fixa residência em fins dos anos 1990. Ao longo de quase 60 anos de carreira, sua produção artística divide-se entre a fase figurativa, que marca seu início na pintura em 1963, e a abstrata, à qual dedica-se a partir da década de 1990. Parte significativa dessa produção será vista em “Poética dos Espaços”, a primeira grande mostra do artista, de 76 anos, no Rio de Janeiro. A exposição tem curadoria de Edson Cardoso e reúne um total de 52 obras, sendo 42 telas de grandes proporções e dez esculturas.