Indústria do petróleo deve se preparar para energia limpa | Diário do Porto


Petróleo e Gás

Indústria do petróleo deve se preparar para energia limpa

Série de debates promovida por Firjan e OceanPact ressalta importância de a indústria do petróleo e gás investir em inovação como usinas eólicas em alto mar

10 de abril de 2022

O Webinar de petróleo e gás na Firjan apontou para energias renováveis

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A indústria do petróleo e gás, principal atividade econômica do estado do Rio de Janeiro, não pode perder a perspectiva da transição do planeta para energias mais limpas. A produção de energia eólica em plataformas marítimas, por exemplo, é uma agenda cada vez mais impositiva. Questões como essa estão na série de debates “Conhecer, Responder e Inovar – A transição energética no ecossistema marítimo”, promovida pela Firjan e a OceanPact Serviços Marítimos.

O primeiro evento foi no último dia 6, na Casa Firjan em Botafogo, com transmissão pelo canal de youtube da Firjan.  Especialistas apontam que o pós-pandemia e a guerra da Ucrânia tornaram ainda mais importante a discussão sobre os combustíveis fósseis. A dependência do petróleo russo é um dos maiores problemas da Europa hoje.

“A informação é a base de qualquer ação. Sem conhecer não se consegue fazer gestão e tomar as decisões. Por isso, a quantificação das emissões é fundamental”, ressaltou Andréa Lopes, especialista de Sustentabilidade da Firjan, que mediou o primeiro encontro ao lado de Ana Paula Lyra, gerente de Sustentabilidade da OceanPact. “Sob o tema “Emissões de GEE nas Atividades Marítimas” vamos mostrar o panorama de como o assunto vem sendo demandado”, declarou Ana Paula.

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) realiza um inventário das emissões pelas empresas da indústria de Petróleo e Gás e tem o papel de disseminar informações sobre redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE).

Descarbonização

“Reunimos muitas empresas e queremos replicar as boas ações que vêm sendo realizadas sobre os desafios de descarbonização e da agenda regulatória. Temos intercâmbio também com associações e agências de outros países. Empresas, profissionais e agências participam do Comitê de Transição Energética e da Comissão de Mudança Climática do IBP. É preciso investir em tecnologias de descarbonização e todos os setores da economia devem colaborar”, defendeu, Carlos Victal, gerente de Sustentabilidade no instituto.

Um exemplo apresentado foi o da SBM Offshore, que trabalha no mercado da Energia de Transição. Para Rafael Torres, diretor de Desenvolvimento de Negócios na empresa, o petróleo não vai deixar de ser explorado nessa década e nem na próxima, mas a transição precisa seguir junto. O importante, segundo ele, é buscar uma redução na pegada de carbono na produção da indústria de petróleo.

“Investimos bastante em pesquisa e desenvolvimento de soluções de baixo carbono. Estamos desenvolvendo um sistema flutuante para geração de energia eólica offshore. Para eólica offshore, temos como meta ter no mundo até 2030 pelo menos 2 GW de capacidade instalada ou em construção”, detalhou o diretor.

 


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A SBM tem sete de suas 15 unidades no Brasil e está construindo cinco FPSOs, três para o mercado brasileiro. Os FPSOs (floating, production, storage and offloading) são navios com capacidade para processar e armazenar o petróleo, além de prover a transferência do petróleo e/ou gás natural. A empresa desenvolve soluções que reduzem as emissões dos gases de efeito estufa e dá bônus a funcionários atrelados a essas ações.

Bruna Mascotte, sócia da Catavento, explica que no mundo e no Brasil os investidores estão pressionando as empresas a divulgarem metas de redução de emissões e de migração para fontes menos poluentes. “No Brasil, as emissões vêm 46% do uso da terra; 28% da pecuária e agricultura, e 18% da produção de energia. Mas não há metas estabelecidas por setor. Uma prioridade é acabar com a ilegalidade da destruição das florestas. O segmento de O&G já vem buscando a descarbonização.”


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