Turismo

INCA ganha murais de arte urbana

Segunda edição do Rio Esporte Arte pintou edifícios do INCA, totalizando oito painéis na cidade. O objetivo é levar as cores e a leveza da arte urbana ao entorno dos hospitais

8 de novembro de 2018
Obra de Lídia Viber no Hospital do Câncer II (Foto: Divulgação)

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Nicolau Mello pintando o Hospital do Câncer II (Foto: Carlos Baptista)

O Rio de Janeiro vai ficando mais e mais lindo a cada dia. Mas não estamos falando de praia, montanha e floresta. A cidade ganhou mais três murais de arte urbana na segunda edição do Rio Esporte Arte.

Desta vez, as obras foram feitas em empenas cegas de hospitais do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Os artistas Lidia Viber, Mateu Velasco e Nicolau Mello escolheram os temas ciclismo e canoagem. A iniciativa foi lançada nos jogos Rio 2016, época em que foram pintados cinco murais sobre esportes olímpicos.

“Este ano, são quase quase mil metros quadrados de arte no cotidiano de milhares de cidadãos, no centro da cidade. Escolhemos esportes que simbolizam qualidade de vida e movimento, seja na ciclovia ou no mar e lagoas na cidade. A nossa proposta é revitalizar espaços públicos e fomentar a arte carioca”, explica Gabriel Durán, idealizador do Rio Esporte Arte. “Em apenas dois anos, vamos deixar para moradores e visitantes um total de oito pinturas muralistas. E queremos fazer mais.”

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Foram usados, aproximadamente, 500 latas de spray e mais de 200 litros de tinta em todo o projeto. A mineira Lídia Viber fez a primeira pintura, de 232 metros quadrados, no Hospital do Câncer II, no Santo Cristo.

Na sequência, Nicolau Mello pintou a empena de 378 metros quadrados do Hospital do Câncer I, que fica na Praça da Cruz Vermelha. Finalizando o projeto, Mateu Velasco pintou outra empena do HCII.

“As pinturas muralistas, principalmente em hospitais, além de alegrarem o entorno, podem ser muito motivadoras, provocando até uma melhoria no ânimo. Por isso, apostamos nessa parceria do Rio Esporte Arte com o INCA “, explica Marise Mentzingen, analista de comunicação do INCA.

Estreante no projeto, Lídia criou uma ilustração que transmitisse paz, liberdade e interação com o meio do ambiente através da canoagem.

“Na canoa, pintei uma mulher negra navegando de olhos fechados, sentindo-se bem com ela mesma”, explica a artista. “A canoagem, uma prática milenar, é uma metáfora dessa mulher que navega serena e firme por todas as águas”.

Obra de Lídia Viber no Hospital do Câncer II (Foto: Divulgação)

A primeira edição

Em 2016, nos meses que antecederam os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o Rio Esporte Arte pintou cinco empenas de prédios. Assim, formou um corredor cultural interligando Lapa, Centro, Região Portuária e Tijuca. Ao todo, foram quase 2 mil metros quadrados grafitados. Participaram os artistas por Bruno Big, João Nitcho, Mateu Velasco, Nicolau Mello e Thiago Molon. Ciclismo, vela, natação, salto ornamental e basquete paralímpico foram os esportes representados nos tons dos aros olímpicos.

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