Imóveis têm aumento de 8,4% nas vendas no país | Diário do Porto


Imóveis

Imóveis têm aumento de 8,4% nas vendas no país

Imóveis residenciais têm vendas impulsionadas pelos lançamentos populares, segundo a CBIC. O aumento dos preços de materiais ameaça retomada do setor

24 de novembro de 2020

Imóveis residenciais têm alta na venda em várias cidades do país (foto: Agência Brasil / Marcelo Camargo)

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Segundo a Agência de Notícias da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o Brasil registrou um aumento de 8,4% nas vendas de imóveis novos (apartamentos) nos primeiros nove meses de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado. Esse resultado mostra uma forte recuperação do mercado após os impactos iniciais da pandemia de Covid-19.

Em relação ao segundo trimestre de 2020, período de maiores perdas em decorrência da pandemia, o número de imóveis vendidos no terceiro trimestre subiu 57,5%.

Nos primeiros nove meses de 2020 houve uma redução de 27,9% nos lançamentos de imóveis e uma redução de 13% na oferta, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao segundo trimestre de 2020, os lançamentos no terceiro trimestre subiram 114,1%. Apesar do grande aumento, os números ainda não compensam as perdas do primeiro semestre.

Imóveis populares impulsionam as vendas

A CBIC também analisou a participação do programa habitacional Casa Verde e Amarela (CVA), sucessor do antigo Minha Casa Minha Vida, nas unidades lançadas e vendidas e também na oferta final de imóveis, em todas as regiões brasileiras. A representatividade do CVA sobre o total de lançamentos, no trimestre, foi de 54,7%. Sobre o total de vendas, essa participação foi de 53,0%. Na oferta final, o número de imóveis do CVA representou 44,0% do total.

Na avaliação do vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, os dados comprovam a importância do programa no mercado imobiliário em todas as regiões do país. “O mercado hoje depende quase que 75% do FGTS e do Casa Verde e Amarela. São 400 mil a 450 mil unidades por ano que possibilitam a aquisição da primeira moradia através do programa”, afirmou.

Os dados fazem parte do estudo Indicadores Imobiliários Nacionais do terceiro trimestre de 2020. Realizado desde 2016 pela CBIC) e pelo Senai Nacional (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica. Foram coletadas informações de 150 municípios, sendo 20 capitais, de Norte a Sul do Brasil.


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Imóveis podem sofrer com o aumento dos materiais

Para a CBIC, o fato de o mercado não ter recuperado o volume de lançamentos represados em função da pandemia, apesar da tendência de crescimento nas vendas, pode ser um indicativo de cautela por parte dos empresários, em função do aumento no custo dos insumos.

Para o presidente da entidade, José Carlos Martins, a preocupação é a considerável queda do estoque aliada ao aumento dos preços. “A primeira constatação é que apesar do aumento dos lançamentos no terceiro trimestre deste ano, eles ainda não foram suficientes para recuperar toda a perda do primeiro semestre, que foi de 44%. Mas a nossa maior preocupação reside no desabastecimento de insumos. A lei da oferta e procura, o aumento de preço e o atraso de entregas geram dificuldades de manutenção do cronograma de obras. Se isso não for resolvido, pode gerar um temor para o setor”, disse.