Imóveis têm alta de vendas, no Rio, em junho | Diário do Porto

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Imóveis têm alta de vendas, no Rio, em junho

Vendas de imóveis residencias cresceram cerca de 41% em junho, com recuperação também do valor do m². Efeitos da pandemia ainda afetam fortemente o mercado

1 de agosto de 2020
Vendas de imóveis residenciais e comerciais são maiores na Barra da Tijuca (foto: Riotur)

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A pandemia do novo coronavírus afetou fortemente o mercado de imóveis, no Rio de Janeiro. No entanto, alguns resultados já apontam para uma recuperação do setor.

Segundo pesquisa feita pelo Secovi Rio (Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro), os números indicam um aumento de cerca de 41% nas vendas de imóveis residenciais, comparando-se as 2.145 unidades vendidas em junho com as 1.515 de maio. O resultado positivo anima o mercado. Mas ainda fica longe das vendas no mesmo mês, em anos anteriores. Confira a tabela abaixo:

Residencial2017201820192020
Janeiro2.3351.6532.2532.485
Fevereiro2.1681.8402.4382.148
Março2.6362.3392.1532.391
Abril2.3922.5522.4421.403
Maio2.9672.9862.9101.515
Junho3.0272.8332.5632.145

Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro

A Zona Oeste foi onde concentrou o maior número de vendas de imóveis residenciais. Dos cinco locais com mais transações, quatro ficam na região. Os bairros que mais venderam foram: Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, Copacabana e Campo Grande (confira a lista abaixo).

Zona Oeste foi onde concentrou a maioria das transações residenciais em 2020 (Foto: Secovi Rio)

Imóveis têm maiores vendas na Zona Oeste

A prevalência da Zona Oeste também se deu nos números de vendas de imóveis comerciais. Dos cinco locais onde mais ocorreram transações, três estão na região. Os bairros que mais registraram vendas neste quesito foram: Barra da Tijuca, Centro, Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá e Copacabana (confira na tabela abaixo).

Zona Oeste também prevalece nos locais com mais vendas comerciais (Foto: Secovi Rio)

 

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Imóveis comerciais com recorde de desocupação

Com a pandemia, porém, houve um aumento de 177% na desocupação de imóveis comerciais em relação ao primeiro trimestre do ano. Deste índice, 70,7% foram salas, lojas ficaram com 26,7% e os balcões com apenas 2,6%. Como consequência, observou-se uma redução no valor do metro quadrado comercial para venda no Rio de Janeiro. Enquanto de março para abril, houve uma diminuição de 4,3%, de junho para julho o índice foi de 4,6% (confira no gráfico abaixo).

Valor do metro quadrado comercial teve queda no Rio (Foto: Secovi Rio)

Se pegarmos os números referentes ao valor do metro quadrado comercial para locação, a queda é ainda maior, com os valores sofrendo baixa de maio até o período atual. De abril para maio, a diminuição foi de 2,3%, enquanto de maio para junho foi de 1,3%. De junho para julho a diferença é mais relevante: uma queda de 7,3%, como mostra o gráfico abaixo.

Valor do metro quadrado para locação vem sofrendo queda desde maio (Foto: Secovi Rio)

Sobe m² de imóveis residenciais

Por outro lado, o valor do metro quadrado residencial para venda vem indicando uma retomada. Se de março para abril, houve uma queda de 1,34%, de maio para junho pode-se perceber um aumento de 1,32%. A perspectiva é a mesma se considerarmos o valor para locação. De março para abril, diminuição de 4,86% por conta da pandemia. Em maio o índice continuou abaixando, mas, desde junho, a curva já é ascendente, como mostram os gráficos abaixo.

Valor do metro quadrado volta a subir no Rio (Foto: Secovi Rio)
Valor do metro quadrado para locação também registra alta (Foto: Secovi Rio)

Imóveis de aluguel: inadimplência em queda

Outro cenário positivo ficou por conta do índice de inadimplência de aluguel, que já sinaliza números próximos da normalidade, recuperando-se do período de início da pandemia. Em fevereiro, a taxa de inadimplência foi de 10,57%. Já em março, o índice saltou para 22,03%. No entanto, desde então, a porcentagem só vem abaixando. Em abril, foi de 18,21%, enquanto maio e junho já apresentam índices “normais” de 9,73% e 9,53%, respectivamente.