Ida da Caixa para o Porto Maravilha incentiva negócios na região | Diário do Porto


Investimentos

Ida da Caixa para o Porto Maravilha incentiva negócios na região

Grupo Generali irá transferir, em junho, sua sede para o edifício Vista Guanabara, que está com quase todos os andares ocupados

9 de abril de 2019

Prefeitura estuda construir vila para nômades digitais no Porto (Riotur/Alexandre Macieira)

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Boas notícias começam a estimular novos negócios no Porto Maravilha, depois de o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, ter declarado que irá transferir as operações da instituição para a região.

A primeira novidade positiva é a informação de que o edifício Vista Guanabara, um dos mais modernos do Brasil, está próximo de ter todos os seus andares ocupados.

Já estão no edifício o Bocom BBM, banco de origem chinesa, e a Casa Granado, tradicional empresa do país no setor de perfumes e cosméticos. A seguradora Amil também está chegando, para ocupar 8 andares. Agora, é a seguradora italiana Generali que está anunciando sua transferência para o prédio, onde irá ocupar os 16º e 17º andares, a partir de junho.

A empresa informa que a iniciativa se encaixa em sua estratégia de crescimento, com foco em mobilidade e integração dos funcionários. “Essa mudança visa melhorar o conforto e a integração de nossas equipes, por meio de instalações mais modernas e sustentáveis, buscando um trabalho cada vez mais colaborativo, eficaz em decisões e bons resultados”, comentou Camila Asenjo, diretora de Pessoas e Organização da Generali.

A Generali está deixando as instalações que ocupa há 90 anos na avenida Rio Branco, a mesma onde fica a atual sede da Caixa no Rio.


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No final do ano passado, ainda sob a antiga administração, a Caixa chegou a anunciar que iria se transferir da avenida Rio Branco para um edifício na Cinelândia.

Na época, o anúncio chocou o mercado, pois a Caixa possui participação em prédios recém-construídos no Porto Maravilha e deveria ser a principal interessada no desenvolvimento imobiliário da região, onde investiu R$ 3,5 bilhões do FGTS na compra dos Cepacs, títulos que permitem a construção de grandes edifícios na área.

A escolha de um novo endereço fora do Porto Maravilha foi entendida como uma demonstração de desinteresse da instituição pelo sucesso de seus próprios investimentos. O mesmo desinteresse já havia sido demonstrado em meados do ano passado, ao não encontrar uma solução para o pagamento dos serviços de manutenção e novas obras no Porto Maravilha, que eram prestados pela Concessionária Porto Novo.

Sem receber, a Concessionária passou a apenas gerir os túneis da região, deixando os demais serviços a cargo da Prefeitura. Quem mora ou visita os bairros do Porto pode ver que houve queda na qualidade dos serviços prestados.

A mudança de rumo da Caixa e sua ida para o Porto Maravilha foi anunciada pelo presidente Pedro Guimarães em março, durante o seminário “A Nova Economia Liberal”, na Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“Vai tudo para o Porto Maravilha. Lá temos R$ 8 bilhões de crédito. Somos credores. Temos dois prédios vazios lá. São dois dos prédios mais modernos do Brasil, e a gente está pagando em outro lugar por um prédio em que não cabe todo mundo”, afirmou Guimarães na ocasião.

Novos negócios

Com as novas empresas no edifício Vista Guanabara e a prometida transferência da CEF para o Porto Maravilha, serão pelo menos 5.000 trabalhadores trafegando pela região diariamente, o  que deve estimular o comércio e serviços.

O gerente de desenvolvimento econômico e social da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), Rilden Albuquerque, disse ao site da instituição que o aumento de circulação na região é fundamental para o sucesso da operação urbana.

“É isso que faz um projeto de revitalização valer a pena. Novos negócios surgem com o aumento de pessoas na área. Com eles, empregos e desenvolvimento”, afirmou, exemplificando quais os tipos de novos negócios podem surgir, como restaurantes, academias de ginástica, hotéis, agências bancárias, salões de beleza e bares.

“Cada empresa que fecha negócio para vir para cá sela, de grão em grão, o sucesso do Porto Maravilha”, conclui Rilden.


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