Hotel Nacional reabre as portas com nova proposta | Diário do Porto


Turismo

Hotel Nacional reabre as portas com nova proposta

Com identidade original, o hotel cilíndrico de 34 andares, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, reabre as portas no Rio de Janeiro

25 de outubro de 2019

Hotel Nacional brilhou na cena carioca nas décadas de 1970 e 1980 (Foto: divulgação)

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Mario Ferreira

O Hotel Nacional, em São Conrado, foi até os anos 90 uma referência de grandes eventos na zona sul do Rio de Janeiro. Seus hóspedes, que muitas vezes vinham direto de helicóptero do aeroporto internacional, eram atraídos pela paisagem belíssima e pelos festivais de jazz e cinema que aninavam um intenso calendário de eventos, sem contar as programações em seu grande centro de convenções.

Agora, sob nova administração e com uma proposta que promete recuperar seus dias de glória, o Hotel Nacional reabre suas portas, com tarifas que prometem ser bem competitivas.

Com 34 andares, o hotel foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.  Rodeado de montanhas e à beira do mar, sua arquitetura foi uma inovação à época, ao permitir que a maior parte dos quartos tivesse vista para o mar e janelas panorâmicas para a paisagem ao entorno.

Além da arquitetura e do paisagismo, o hotel ainda era conhecido pelas suas obras de arte, como a escultura “Sereia”, de Alfredo Ceschiatti, o candelabro de Pedro Corrêa de Araújo e o painel de Carybé, instalado no lobby e composto por 300 peças de concreto armado, que permanecem até hoje.

O prédio de 34 andares foi inaugurado em 1972 (Foto: Internet)

Passado glorioso

A década inciada em 1981, foi a grande época de glamour do Hotel, que passou a ser sede do Festival de Cinema do Rio. O evento, associado ao “Free Jazz Festival”, foi responsável por trazer grandes hóspedes, como Ray Charles, Nina Simone, Charles Aznavour, James Brown e rei do pop, Michael Jackson.

O centro de convenções perdia em tamanho apenas para o RioCentro e havia uma longa fila de espera para reservá-lo. O hotel também era famoso pelos seus bailes de carnaval. Todos os anos, os bailes atraíam turistas do mundo todo, socialites e políticos. Algumas figuras da sociedade eram presença certa, como o carnavalesco Clóvis Bornay, que disputava o concurso de melhor fantasia.

Promessa de novos dias

Rival do Copacabana Palace no quesito sofisticação, o Hotel Nacional ficou abandonado por 20 anos. Com dificuldades financeiras, o hotel foi fechado em 1995. Anos depois, foi tombado como patrimônio da cidade do Rio.

Ao longo dos anos, muitas empresas hoteleiras tentaram assumir a operação, inclusive o grupo do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Contudo, a ideia não foi adiante. Em 2009, o Hotel Nacional foi arrematado por R$ 85 milhões pelo empresário Marcelo Gonçalves.

Ele foi reinaugurado em 2016 pelo grupo Meliá Hotels International, que encerrou as operações 15 meses depois. Agora, um novo capítulo da história está começando sob a gestão hoteleira da WAM Hotéis e Resorts.


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Alexandre Zubaran, responsável pela administração do empreendimento, afirma que a nova proposta terá atenção especial com a experiência da viagem em família. “Para isso, além da infraestrutura e programação de lazer, o hotel terá recreação infantil, brinquedoteca, menu kids, lounge para jogos, além de eventos sunset, festas, shows e exposições de arte. Para os turistas de negócios, o hotel oferece um moderno business center e suítes com perfil corporativo”, ressalta.

De olho no turismo da cidade e com uma nova estratégia de competitividade, o hotel também volta a ter centro de convenções. A ausência desse tipo de espaço contribuiu para o encerramento das operações do grupo Meliá, já que congressos e convenções são importantes recursos nos meses de baixa temporada.

Os preços das diárias foram reajustados e o hotel, que conta com 280 apartamentos, incluindo uma luxuosa suíte presidencial, cobrará diárias a partir R$ 400.

Centro de convenções e diárias mais acessíveis são apostas da nova administração (Foto: divulgação)

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