Turismo

Hotéis do centro do Rio começam a superar o pior da crise

O Diário do Porto ouviu 10 hotéis do Porto e do centro do Rio. Desses, 6 estão abertos e começam a acreditar que o movimento de hóspedes vai melhorar

29 de julho de 2020
Hotéis do Porto sofrem com os efeitos da pandemia. O Intercity, com seu belo por do sol, está fechado (foto: Divulgação)

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A pandemia do novo coronavírus fez com que o número de turistas e pessoas viajando a trabalho despencasse, dificultando a vida dos hotéis mundo afora. O Porto Maravilha,  no centro do Rio de Janeiro, não fugiu à regra. De repente, o desafio estava à mesa: como sobreviver com tão pouco movimento? Fechar seria a melhor opção? O Diário do Porto fez um levantamento com 10 hotéis da região central e mostra que 6 deles estão abertos, dos quais 4 mantiveram-se em atividade, mesmo durante o período mais duro do confinamento social.

Quatro meses após o início da pandemia, já com medidas de flexibilização na cidade, o movimento parece estar aumentando gradativamente. Essa é a avaliação de Wilton Braga, gerente do hotel Villa Reggia. “Tem tudo para o próximo mês voltar à normalidade, com as empresas reabrindo, de que comece a ter um fluxo maior. Essa é a nossa esperança”, afirmou.

Junto com o Hotel Barão de Tefé, o Villa Reggia faz parte dos estabelecimentos que fecharam com a pandemia, mas optaram recentemente por reabrir. “Decidimos pelo fechamento do hotel para tentar reduzir as despesas. Mas, mesmo com o hotel fechado, tem luz para pagar, gás, água, uma série de gastos que, na verdade, você reduz porque não tem consumo, mas também não tem receita. Isso foi o que pesou na hora de reabrir. Reduzimos as despesas, mas como vamos pagar, se não temos receita nenhuma?”, disse Wilton Braga, que viu sua dívida aumentar durante o período.

Hotéis acreditam em retomada

“Houve um aumento de dividas nesse tempo de pandemia, agora temos que correr atrás para pagar. Temos que fazer muito com pouco, estamos tentando reestruturar tudo, fazer o máximo que a gente pode com o mínimo que a gente tem”, acrescentou Wilton Braga.

Mas a medida vem dando certo? Para Wilton, sim. Mesmo com todas as dificuldades, o gerente não abaixou a cabeça e está otimista com o que vem pela frente. “Acho que está valendo a pena, sim. Claro que é sempre um risco, mas acredito muito que as coisas vão melhorar”.

Entre os hotéis que ainda permanecem fechados, há aqueles que começam a reabrir parte dos serviços para buscar realizar receitas. É o caso do Belga Hotel, que não está funcionando desde abril e decidiu manter apenas o restaurante aberto, mas em horário bastante reduzido. “Antes, o restaurante para hóspedes funcionava 24 horas, agora é apenas de 11h às 16h. Estamos tentando fazer caixa com a parte que tem movimento, mas, mesmo assim, está muito fraco e não temos previsão de retorno para os serviços totais do hotel”, revelou a gerente Gabriela Moreira.

No grupo dos hotéis que não fecharam as portas durante a pandemia estão o Novotel, Hotel Vital, Windsor Guanabara e Hotel Arosa. O movimento, no entanto, é preocupante. “A ocupação está bem fraca. Quando bate 20% é muita alegria, antes girava em torno de 70% e 80%.”, disse Antônio Barroso, gerente do Hotel Arosa.

Já o Intercity, que tem uma das mais belas vistas do por do sol no Rio, está fechado desde o dia 1º de abril e não tem previsão para reabrir, assim como o Gamboa Rio e o Hotel Puma. Este último não está aberto a hóspedes, mas vem sendo usado pela Prefeitura do Rio como local de acolhimento à população mais vulnerável, durante a pandemia.


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Confira a situação dos hotéis

Fechados e sem previsão de retorno:

Abertos durante todo o período de pandemia:

Fecharam, mas reabriram: