Jardim Suspenso do Valongo e Cais do Valongo

O Jardim Suspenso do Valongo é uma construção paisagística na encosta oeste do Morro da Conceição. Data de 1906, uma encomenda do prefeito Pereira Passos ao arquiteto-paisagista Luis Rey nos moldes dos parques franceses do século XIX. Bem mais antigo é o Cais do Valongo, a 200 metros, Patrimônio Histórico da Humanidade desde julho de 2017 como vestígio material da chegada dos escravos africanos às Américas. 

Jardim Suspenso do Valongo é um dos pontos visitados no roteiro da Pequena África (Alexandre Macieira/Riotur)
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Cais do Valongo, onde desembarcavam os escravos (Alexandre Macieira/Riotur)

O Jardim Suspenso do Valongo é uma construção paisagística na encosta oeste do Morro da Conceição. Data de 1906, uma encomenda do prefeito Pereira Passos ao arquiteto-paisagista Luis Rey nos moldes dos parques franceses do século XIX. Bem mais antigo é o Cais do Valongo, a 200 metros, Patrimônio Histórico da Humanidade desde julho de 2017 como vestígio material da chegada dos escravos africanos às Américas. 

Construído em 1911, o Cais foi local de desembarque e comércio de prisioneiros africanos durante 20 anos, quando foi proibido o tráfico transatlântico dos escravos. Nas duas décadas, estima-se entre 500 mil e um milhão o número de escravos que ali desembarcaram.

Em 1843, o cais foi reformado para o desembarque da princesa italiana Tereza Cristina, que veio se casar com o imperador Dom Pedro II. O atracadouro passou então a chamar-se cais da Imperatriz. A região tornou-se um espaço ocupado por negros escravos ou libertos, batizada por Heitor dos Prazeres de Pequena África.

Já o Jardim Suspenso do Valongo  tem réplicas das estátuas dos deuses Minerva, Marte, Ceres e Mercúrio, que antes adornavam o Cais da Imperatriz. Virou ponto turístico como parte do Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana. No Jardim Suspenso foi aberto o Centro Cultural Pequena África, com peças de arqueologia, na Casa da Guarda. O espaço foi criado para resgatar e preservar os valores culturais da antiga Pequena África. A região hoje engloba os bairros da Saúde, Gamboa, Santo Cristo e parte do Centro. Foi a primeira morada dos africanos e seus descendentes que chegavam ao Rio de Janeiro.

Na área hoje ainda existem comunidades remanescentes de quilombos da Pedra do Sal e Santo Cristo. O Centro Cultural realiza encontros periódicos, com rodas de samba, atividades e debates que valorizam a história e a cultura do Rio de Janeiro e do Brasil. A melhor forma de chegar ao Jardim Suspenso do Valongo é pegar o metrô até a estação Presidente Vargas (ou Uruguaiana) e seguir pela Rua Camerino. Se você for de VLT, desça na estação Parada dos Navios.

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