Império Serrano

O Império Serrano teve origem no Morro da Serrinha, vertente oeste da Serra da Misericórdia, entre os bairros de Madureira e Vaz Lobo. A região foi povoada, no início do século XX, por moradores expulsos do centro da cidade e ex-escravos. Os habitantes da localidade cultivaram tradições populares como os blocos carnavalescos familiares e as rodas de samba e de jongo. Diferente de outros logradouros onde o jongo deixou de ser praticado, na Serrinha a tradição foi mantida, com a criação da ONG Jongo da Serrinha e da Casa do Jongo.

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O Império Serrano toma conta da Sapucaí. Foto: Fernando Grilli/Riotur

Quarta escola mais premiada do carnaval carioca, o Império Serrano teve origem no Morro da Serrinha, entre Madureira e Vaz Lobo. A região foi povoada, no início do século XX, por moradores expulsos do centro da cidade e ex-escravos. Cultivaram tradições populares como os blocos carnavalescos familiares e as rodas de samba e de jongo. A tradição foi mantida com a criação da ONG Jongo da Serrinha e da Casa do Jongo.

Após o carnaval de 1947, Sebastião Molequinho, incentivado por Elói Antero Dias, convocou sambistas e dissidentes do Prazer da Serrinha para uma reunião com o intuito de fundar uma nova escola de samba. O Império Serrano foi fundado em 23 de março de 1947, em reunião na casa de Dona Eulália do Nascimento (irmã de Molequinho) e seu marido, José Nascimento, na Rua Balaiada 142, no Morro da Serrinha. A escola venceu os carnavais de 1948 e chegou ao tetra em 1951. Depois vieram mais cinco títulos e um longo jejum, que começou após a vitória de Bum-bum paticumbum prugurundum, em 1982, e dura até hoje.  

O intuito da turma da Serrinha era fundar uma escola de samba sem dono, nem patrono, onde as decisões fossem tomadas de forma democrática, o oposto do que vinha acontecendo no Prazer da Serrinha. Em votações, foram escolhidos o nome, as cores, o símbolo e a primeira diretoria. João Gradim (irmão de Eulália e Molequinho) foi eleito primeiro presidente do Império Serrano. Também foi estipulada a cobrança de um valor mensal dos associados para ajudar a escola. Tamanha organização tinha inspiração no Sindicato dos Estivadores, do qual faziam parte Mano Elói, Mano Décio, Molequinho, Fuleiro, Aniceto Menezes e José do Nascimento.

Casal de mestre sala e porta bandeira saúda o público da sapucaí Foto: Dhavid Normando/Riotur

O nome “Império Serrano” foi proposto por Sebastião Molequinho, e aceito por unanimidade na reunião de fundação. O “Serrano” faz referência ao Morro da Serrinha, berço da escola. O símbolo é a Coroa do Segundo Império, que geralmente vai no carro abre-alas dos desfiles, do jeito clássico ou estilizada. As cores verde e branco foram escolhidas por Antenor Rodrigues de Oliveira, que compôs o primeiro samba (“O branco é paz / O verde é esperança / Diz o ditado / Quem espera alcança / Eu esperei e alcancei / Império, tudo por ti farei”).

A Portela foi escolhida para batizar o Império Serrano. Porém, a derrota da mesma para o novato Império, em 1948, interrompeu a sequência de sete conquistas consecutivas da azul e branco de Madureira, criando uma rivalidade com a escola da Serrinha. Com o batismo não realizado, o Império Serrano ficou sem escola-madrinha, tendo apenas São Jorge como padroeiro.

O Império Serrano tem nove títulos da elite do carnaval, assim como o Salgueiro, mas o jejum já dura desde a vitória de 1982 com o lendário enredo Bum-bum paticumbum prugurundum. Tem também dez vice-campeonatos. Veja quais foram os campeonatos conquistados pela Império Serrano:

1948 – Homenagem a Antônio Castro Alves

1949 – Exaltação a Tiradentes

1950 – Batalha Naval do Riachuelo

1951 – Sessenta e um anos de república

1955 – Exaltação a Caxias

1956 – Caçador de esmeraldas ou Sonho das esmeraldas

1960 – Rio, capital eterna do samba ou Rio, cidade eterna

1972 – Alô, alô, taí Carmem Miranda

1982 – Bum-bum paticumbum prugurundum

 

 

 

 

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