Imperatriz Leopoldinense

O G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense, de 1959, carrega o verde e branco no estandarte. Em mais de meio século, marcou suas apresentações pela qualidade técnica, beleza das alegorias e enredos focados em temas histórico-culturais. Foi a primeira tricampeã do Sambódromo, com desfiles originais e luxuosos concebidos por alguns dos maiores talentosos carnavalescos, como Arlindo Rodrigues, Max Lopes, Viriato Ferreira e Rosa Magalhães. Foi a única escola de samba a obter nota máxima em todos os quesitos no desfile principal por três vezes: 1980,1989 e 2001.

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A Comissão de Frente da Imperatriz, em 2016, teve o comando da coreógrafa Deborah Colker Foto: Tata Barreto Riotur

O G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense, de 1959, carrega o verde e branco no estandarte. Em mais de meio século, marcou suas apresentações pela qualidade técnica, beleza das alegorias e enredos focados em temas histórico-culturais. Foi a primeira tricampeã do Sambódromo, com desfiles originais e luxuosos concebidos por alguns dos maiores talentosos carnavalescos, como Arlindo Rodrigues, Max Lopes, Viriato Ferreira e Rosa Magalhães. Foi a única escola de samba a obter nota máxima em todos os quesitos no desfile principal por três vezes: 1980,1989 e 2001.

A escolha das cores foi difícil, mas prevaleceu o verde e branco da escola madrinha, Império Serrano. A bandeira tem uma coroa, símbolo da escola e referência à Imperatriz Leopoldina. As 11 estrelas douradas representam os bairros da Leopoldina: Benfica, Manguinhos, Bonsucesso, Olaria, Penha, Penha Circular, Braz de Pina, Cordovil, Parada de Lucas, Vigário Geral e Ramos, berço da escola. Nos anos 70, a bandeira recebeu estatutariamente a adição do ouro.

A Imperatriz Leopoldinense desperta respeito – e também medo nas concorrentes a cada anúncio de notas dos jurados. A perfeição técnica dos desfiles já derrotou apresentações épicas de outras escolas. Em 1989, com o enredo “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós!”, do carnavalesco Max Lopes, a Imperatriz Leopoldinense deixou em segundo lugar o emocionante e revolucionário desfile “Ratos e urubus, larguem a minha fantasia”, da Beija-Flor de Joãosinho Trinta.

Em 2018, o 1º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira foi formado poe Thiaguinho Mendonça e Rafaela Theodoro. Foto: Gabriel Nascimento/Riotur

A partir daí, chamada de “a certinha de Ramos”, a escola passou a apostar na técnica para atender às obrigatoriedades dos quesitos. Sob o comando da carnavalesca Rosa Magalhães, a Imperatriz Leopoldinense venceu os campeonatos de 1994 (“Catarina de Médicis na corte dos Tupinambôs e Tabajères”) e 1995 (“Mais vale um jegue que me carregue que um camelo que me derrube, lá no Ceará…”), e se consagrou como a primeira tricampeã do Sambódromo nos anos de 1999 (“Brasil mostra a sua cara em… Theatrum Rerum Naturalium Brasiliae”), 2000 (“Quem descobriu o Brasil, foi seu Cabral, no dia 22 de abril, dois meses depois do carnaval”) e 2001 (“Cana-caiana, cana roxa, cana fita, cana preta, amarela, Pernambuco… Quero vê descê o suco, na pancada do ganzá”).

No total, a Imperatriz Leopoldinense tem oito campeonatos. Além dos seis já citados, ela dividiu o troféu com Beija-Flor e Portela em 1980, com o enredo “O que é que a Bahia tem” e, no ano seguinte, ganhou sozinha com “O teu cabelo não nega”.

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