Marinha entra no grupo da licitação do S. Dumont | Diário do Porto


Economia

Marinha entra no grupo da licitação do S. Dumont

Marinha e as concessionárias que administram os aeroportos de Guarulhos e Brasília se juntarão ao grupo de trabalho da licitação do Santos Dumont

22 de janeiro de 2022

Gestora da Escola Naval, Marinha fará parte do Grupo de Trabalho da licitação do Aeroporto Santos Dumont (divulgação/Marinha do Brasil)

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A Marinha do Brasile as concessionárias GRU Airport e Inframerica, que administram, respectivamente, os aeroportos de Guarulhos em São Paulo e Brasília, enviaram requerimentos solicitando a participação no Grupo de Trabalho que debate mudanças no edital de licitação do Aeroporto Santos Dumont. Já fazem parte do grupo representantes dos governos estadual e municipal.

APrefeitura do Rio deve ser a próxima a integrar o coletivo. Mas a coordenação do GT ainda não recebeu a manifestação oficial do governo municipal pedindo sua inclusão. O prefeito Eduardo Paes qualificou como um “absurdo” o fato de a Prefeitura do Rio não ter sido convidada espontâneamente para participar dos trabalhos.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, órgão do governo federal que coordena os trabalhos do coletivo, os novos pedidos de inclusão ainda estão sob análise. Mas afirma que “não é intenção do Governo Federal vetar participação de qualquer representante ou entidade que tenha relação com o tema e possa contribuir, e que tenha requerido formalmente ingresso no referido GT. Assim, aquelas que já formalizaram seu pedido devem se unir aos trabalhos a partir da próxima semana”.

Marinha foi integrada ao grupo

A primeira entidade a apresentar solicitação neste sentido foi a Marinha do Brasil, que teve o pedido prontamente atendido. A Força inclusive participou da reunião de abertura dos trabalhos realizada na última quarta-feira. Seu representante no grupo é o contra-almirante Adriano Marcelino Batista, comandante da Escola Naval.

A Marinha é parte interessada na licitação, pois a avenida de acesso ao centro de formação de oficiais pode ser desapropriada para a construção de uma futura área de escape e frenagem de aeronaves. A licença ambiental concedida pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente (INEA) para a realização da obra foi cassada por um Decreto Legislativo da Alerj.A Lei Elmo Amador, em vigor desde o início dos anos 90, proíbe que aterros ou estruturas fixas avancem sobre a área da Baía de Guanabara, o que inviabiliza a obra na cabeceira da pista do Santos Dumont.

Além disso, a Marinha exige que seja construído um túnel para abrigar a avenida de acesso à Escola Naval. O custo da intervenção ficaria por conta do vencedor do pleito.


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