União fracassa de novo no leilão do edifício A Noite | Diário do Porto

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União fracassa de novo no leilão do edifício A Noite

Não houve interessados na segunda tentativa de vendas do Edifício A Noite, com lance mínimo de R$ 73,5 milhões. Prédio do governo federal segue abandonado

7 de junho de 2021


Edifício A Noite: de ícone da arquitetura do continente ao abandono pelo Governo (foto: DiPo)


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O Governo Federal não conseguiu vender o edifício A Noite, no leilão eletrônico marcado para esta segunda-feira 7. Foi a segunda tentativa de venda feita pela Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União do Ministério da Economia (SPU/ME) do atual governo. Ainda não há informações sobre nova data.

Na primeira tentativa, os lances mínimos deveriam ser de R$ 98 milhões. Sem interessados, a SPU ajustou para R$ 73,5 milhões, uma redução de 25%. Sem interessados, segue o aspecto de abandono do ícone da Praça Mauá. O A Noite, de 1929, é um dos mais importantes exemplares da arquitetura art déco no Rio.

 


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O mais alto da América Latina

Quando foi inaugurado, A Noite era o edifício mais alto da América Latina, com 102 metros e 6 elevadores. O imóvel possui 28 mil metros quadrados e foi projetado pelo arquiteto Joseph Gire, o mesmo do Copacabana Palace. O nome oficial do prédio é o do arquiteto.

O edifício passou a ser conhecido por A Noite por sediar o histórico jornal com este nome, ainda nos anos 20 do século passado. Por muito tempo, foi também a casa da Rádio Nacional, a de maior audiência do país no período áureo desse meio de comunicação. Em seus estúdios concorridos se apresentaram estrelas como Francisco Alves, Dalva de Oliveira, Emilinha Borba e Cauby Peixoto. Ali foram ao ar as primeiras radionovelas, como “Em Busca da Felicidade” e “O Direito de Nascer”.

Desde 2012, o edifício A Noite sofre com o abandono e não é mais ocupado por órgãos do Governo Federal, seu proprietário. O esvaziamento causa problemas no entorno, para moradores e comerciantes. Há o temor de que a falta de manutenção adequada possa causar danos irreversíveis ao prédio.