Witzel retomará despoluição da Baía de Guanabara | Diário do Porto


Sustentabilidade

Witzel retomará despoluição da Baía de Guanabara

Wilson Witzel quer um novo empréstimo de R$ 1 bilhão junto ao BID. Marinha vai aumentar fiscalização para evitar que embarcações poluam a baía

26 de fevereiro de 2019

Barco da Comlurb retira resíduos sólidos da Baía de Guanabara (DiPo)

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A Secretaria de Estado do Ambiente e de Sustentabilidade do Estado do Rio de Janeiro assinou uma carta de intenções com a Marinha do Brasil, comprometendo-se a retomar o andamento do PSAM (Programa de Saneamento dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara). Os trabalhos de despoluição da Baía de Guanabara foi praticamente interrompido na gestão anterior por falta de recursos.

No mesmo documento, assinado dia 16 último, a Marinha diz que intensificará a fiscalização da Baía, para prevenir a poluição ambiental por parte de embarcações, plataformas e instalações de apoio. O Ministério do Meio Ambiente também assinou essa carta de intenções, junto com outras entidades.

Depois da assinatura do compromisso, o governador do Rio, Wilson Witzel, anunciou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que pretende obter no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) um novo empréstimo de R$ 1 bilhão. O dinheiro será para continuar obras do PSAM em São Gonçalo e no bairro do Rio Comprido.

No caminho até contratar o financiamento, o governador precisa conseguir o aval do Governo Federal e terá que comprovar o cumprimento de metas do Regime de Recuperação Fiscal, que vigora no Rio desde 2017.


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No Rio Comprido, a intervenção fará parte da fase 2 do Coletor Tronco Cidade Nova, o que completará a rede coletora da região central da cidade do Rio, direcionando os esgotos para a Estação de Tratamento Alegria, na zona norte, atualmente subutilizada.

Essas obras darão sequência à fase 1, que o Governo do Estado diz estarem 92% concluídas e promete finalizá-las no próximo mês de abril.

O coletor da fase 1 captará o esgoto sanitário de parte da Cidade Nova, Centro, Catumbi, Rio Comprido, Estácio e Santa Teresa, atendendo uma população de 163 mil pessoas. Cerca de 700 litros de esgoto deixarão de ser lançados diariamente na baía, o que equivale ao conteúdo de 24 piscinas olímpicas.

Já em São Gonçalo, as obras atingiram até agora apenas 48% da rede coletora prevista para o Sistema de Esgotamento Sanitário de Alcântara. O sistema é composto pela construção da Estação de Tratamento e da Elevatória; assentamento de 92 km de redes e 6 km de coletores tronco.

As obras preveem 17.400 ligações domiciliares, nos bairros Mutondo e Galo Branco, e a destinação do esgoto doméstico para a futura estação de tratamento de Alcântara. Estima-se uma redução de 1.200 litros por segundo de esgoto lançado na baía, beneficiando diretamente 165 mil pessoas, pouco mais de 15% da população do município.

O PSAM, iniciado em 2011, prevê também obras em Duque de Caxias e na região de Irajá, na zona norte da cidade do Rio, ainda sem previsão para execução.

O programa de despoluição da Baía de Guanabara conta como principal fonte de recursos um financiamento já contratado junto ao BID no valor de US$ 452 milhões, cerca de R$ 1,7 bilhão, com previsão de contrapartida do Governo do Estado de R$ 720 milhões.


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